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A prática da musculação no tratamento da osteoporose







O nosso esqueleto possui três funções básicas, são elas: proteção das vísceras e medula óssea, sustentação do corpo, e função metabólica. Nele é encontrado o maior reservatório de íons de cálcio (Ca), fósforo (P) e magnésio (Mg), que são necessários para a homeostasia mineral, ou seja, para o seu equilíbrio mineral. É nos ossos que os músculos se inserem, e funcionam como alavancas para os movimentos. Eles têm em sua constituição básica alguns componentes, como: a água, o fosfato de cálcio, o carbonato de cálcio e o colágeno.

O termo osteoporose significa “ossos porosos”, assim essa doença se constitui na fragilidade dos ossos, tornando-os, portanto, mais suscetíveis a fraturas. Existem vários fatores que contribuem para o surgimento da osteoporose, o sedentarismo é um deles, uma vez que a prática de exercícios físicos ajuda na mineralização do tecido ósseo, consequentemente evitando e retardando a perda de densidade óssea. Afeta, prioritariamente, as mulheres com mais de 50 anos, e é observada sua incidência em mulheres brancas. Dessa forma, podemos notar que o sexo e a raça do indivíduo podem ser fatores que contribuem para o desenvolvimento da osteoporose. Os últimos estudos estimam que aproximadamente 10 milhões de pessoas sofram de osteoporose no Brasil, dado apontado pelo Ministério da Saúde no ano de 2012.

A osteoporose divide-se em quatro estágios, o primeiro inicia-se entre 30 e 40 anos, porém não há nada que indique o início da doença e nem pode ser diagnosticada através de exames. Nesses casos, a melhor indicação é a prevenção, e a pessoa deverá levar em consideração os fatores de risco em que se enquadra, como por exemplo: o histórico familiar da doença, o sedentarismo e o tabagismo. O segundo tem início entre 35 e 55 anos, onde já é possível detectar a patologia em exames como o de raios-X, por meio deles é observado à perda de pelo menos 30% da densidade óssea. No terceiro estágio a detecção da patologia é considerada mais fácil, onde é constatada através da ocorrência de entorses ou fraturas provenientes de pequenas quedas. No quarto e último estágio, é comum a presença de deformidades na estrutura da coluna, onde normalmente surgem às dores crônicas, esse estágio é bem marcado, inclusive, pelo desalinhamento das vértebras da coluna, o que acaba por comprometer a postura do indivíduo.

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Essa doença pode ser classificada em dois tipos: a tipo I pós-menopausa, e a tipo II senil. No tipo I ou pós-menopausa, é encontrada em mulheres nos primeiros dez anos pós-menopausa, e é marcada por deformidades fisiológicas devido à diminuição da produção de estrógeno (hormônio feminino). Neste primeiro tipo, ocorre uma perda significativa de massa óssea correspondente a 5 a 10% de perda ao ano. Já o tipo II, denominado de senil, é possível notar a perda natural da estrutura da massa óssea, falta de cálcio e diminuição dos níveis de vitamina D, isso ocorre devido à ausência de atividade física regular, bem como a exposição ao sol e o baixo consumo de vitamina, comprometido por causa de um consumo alimentar inadequado.

Para o tratamento de todo o quadro ora apresentado, temos a musculação, que vem a ser uma boa proposta de treinamento para pessoas com essa patologia, sendo o treinamento de força o mais benéfico, devido as suas características predominantes como: execução dos movimentos de forma segura, de modo a não prejudicar a postura durante o exercício; intervalo de descanso considerável entre os exercícios, e o aumento da densidade óssea, consequentemente melhorando o quadro de osteoporose. Já os exercícios realizados na água, como a natação e a hidroginástica não são tão eficazes no tratamento da osteoporose, pelo fato dessas modalidades não terem impacto, portanto não estimulam a formação ou remodelação óssea, sendo assim, essas atividades devem ser realizadas para outros fins. Para a melhoria da osteoporose é necessária a prática de atividades que sofram a ação da gravidade, de preferência as que têm variedade de movimentos e fortaleçam as musculaturas, que sejam agradáveis e seguras ao praticante. Qualquer que seja a escolha do aluno é fundamental, sempre, que seja realizada com o acompanhamento de um profissional da área.


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