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Fatores que melhoram a performance do nado Crawl






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A pesquisa que existe para que haja uma melhora técnica no nado de crawl não é recente. Há anos estuda-se uma forma de diminuir a resistência   e aumentar a velocidade do homem dentro d´água.

Ao longo desse tempo, o nado foi evoluindo. No início a respiração do nado crawl era frontal, sendo de extrema dificuldade na sua execução, na tentativa de evitar o rolamento de tronco. O primeiro nadador a demonstrar a eficácia da respiração lateral foi o Johnny Weismüller, sendo a expiração na água inicialmente feita pelo nariz, depois pela boca e pelo nariz e finalmente pela boca, apenas deixando que o ar escape pelo nariz, sem a preocupação de expeli-lo.

Para melhorar a performance alguns fatores são levados em consideração. Esses fatores são: posição do corpo, a ação dos braços, ação das pernas, a respiração e a coordenação geral.

Posição do corpo
A posição do corpo na água deve ser a mais paralela possível da linha da superfície, não esquecendo que a ação das pernas é realizada abaixo desse mesmo nível.

Um corpo bem posicionado pode reduzir consideravelmente a resistência frontal.

Ação dos braços

O trabalho dos braços no nado crawl pode ser dividido em 2 partes: a fase aérea e a fase aquática.

Fase aérea
É o momento de recuperação do nado, onde há o mínimo de gasto energético, com o cotovelo para cima, os dedos das mãos deslizam na água posicionando o braço na direção da entrada. A entrada da mão na água é realizada com a mesma estendida no prolongamento do braço, onde o polegar e o indicador cortam a água.

Fase aquática

Ocorre todo o trabalho de propulsão efetiva na água, com um maior dispêndio de energia. Depois da entrada na água, a mão desloca-se para baixo em um trajeto curvilíneo, mantendo o cotovelo alto. A puxada na água ocorre com uma alavanca potente, onde à medida que o braço caminha com a mão em direção ao eixo do corpo e para trás, o cotovelo procura manter-se alto, como um ponto fixo, indo este movimento até o máximo da flexão do cotovelo.

A partir daí, começa a empurrada que é a parte final da fase aquática, que ocorre com uma completa extensão do braço, com a palma da mão para cima.

Ação das pernas
O batimento de pernas origina-se no quadril, com movimentos alternados, onde há a flexão da perna na batida para baixo e extensão da outra perna na batida para cima. Fazendo uma comparação bem global, o batimento de pernas do crawl na posição horizontal assemelha-se com o andar de um adulto na posição vertical.

O batimento de pernas no crawl é responsável em até 20% pela propulsão do seu praticante, porém é ele que dá a estabilidade ao nado, em uma margem de 80 a 85%.
As pernas não devem sair da água, a flexão dos joelhos não deve ser exagerada e a força deve sempre ocorrer durante a extensão dos mesmos.

Respiração e a coordenação geral

A inspiração e a expiração devem ser relaxadas, girando a cabeça para o lado, como se o queixo encostasse no ombro.

Deve-se inspirar tão logo o braço começa a fase de recuperação, ou seja, a fase aérea e termina com a expiração durante a fase aquática.



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