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Flexão de tronco traz instabilidade para o Core?







Os elementos que compõem o CORE são a coluna lombar, os músculos da parede abdominal, os extensores de tronco, o quadrado lombar. E também, os músculos multiarticulados, psoas e o grande dorsal, uma vez que fazem conexões com pelve, pernas, ombros e braços.

A pergunta que fica e: os exercícios com flexão de tronco são ou não prejudiciais para o treino de CORE?

Segundo MC Gill, sim! McGill criticou os exercícios de flexão de tronco porque eles criam perturbações e instabilidade ao invés de auxiliarem na estabilidade. Segundo ele, perturbar as curvas fisiológicas da coluna vertebral torna a musculatura reativa prejudicando o controle motor. A consequência disto, é que estes exercícios serviriam para perpetuar dor e disfunção em pacientes com dores crônicas. Seguindo esta lógica, o uso da bola suíça para exercícios de flexão de tronco é um "tiro no pé" em indivíduos com dores, lesões ou instabilidades. E ainda, poderiam levar a terapia ou o treinamento ao insucesso. Para aplicar o treinamento adequado é necessário avaliar quais são as reais necessidades do indivíduo, uma vez que focar em performance ou ganho imediato pode levar todo o trabalho ao fracasso!

Portanto, é possível pensar no "CORE" de forma mais ampla, não apenas como estabilizador de tronco, uma vez que sua função vai muito além disso. Ele é um potencializador de força, controle motor e resistência no gesto. Suas conexões (tanto nos membros superiores quanto nos inferiores) permitem maior sinergia entre os músculos, as articulações e o tecido fascial, para equilibrar e estabilizar todo o corpo.

Para aumentar o seu conhecimento sobre o assunto, tenho uma boa dica. O curso de Biomecânica aplicada ao treinamento do CORE foi criado para o profissional de Educação física que trabalha com atividades como: musculação, treinamento funcional, pilates, crossfit entre outros esteja mais fundamentado nas explicações para seus alunos, dessa forma tendo mais possibilidade de ascensão profissional.

Referência:

Stuart McGill, Spine biomechanics departamento de Cinesiologia da universidade de waterloo, Ontario-Canada


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