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Artigo: Benefícios do Treinamento de Força para Crianças, Idosos, Mulheres, Diabéticos, Hipertensos e Obesos






Introdução

Muitos são os benefícios da atividade física para os diversos tipos de população e todos esses benefícios se traduzem em qualidade de vida para seus praticantes, através do condicionamento do sistema músculo-esquelético e cardiopulmonar promovendo a saúde físico-mental, elevando a auto-estima e restaurando-lhes a alegria de viver.

O treinamento de força para populações especiais e crianças deve ser elaborado de forma diferenciada para que o exercício contribua positivamente para a diminuição da sintomatologia e dos fatores de risco associadas a esse tipo de população (CAMPOS, 2000). As mulheres buscam a manutenção da saúde, bem como a beleza estética. Esses objetivos também podem ser alcançados com um trabalho resistido bem elaborado respeitando a sua natureza feminina.

O objetivo do presente estudo foi a realização de um levantamento bibliográfico sobre os benefícios do treinamento de força em crianças, mulheres, idosos, diabéticos, hipertensos e obesos, na literatura disponível (livros-texto e artigos).

 

Metodologia

O presente estudo foi realizado através de revisão bibliográfica em livros-texto e artigos no período de 1993 a 2009.

 

Revisão da Literatura

Benefícios do Treinamento de Força para Idosos

Com o avanço da idade, alterações fisiológicas e estruturais tendem a acometer a população idosa. Declínios progressivos na massa muscular e na força estão relacionadas com o processo de envelhecimento e resultam em perda da qualidade de vida. A utilização do treino de força visa reduzir os efeitos deletérios da idade avançada. Podemos citar como benefícios do treinamento o aumento da força muscular, pequeno aumento na potencia muscular, aumento das fibras dos tipos I e II, pequeno aumento da secção transversa, redução da dor, da gordura abdominal, melhor motilidade intestinal, aumento da densidade óssea, redução dos riscos de doenças cardiovasculares, redução do risco de desenvolver diabetes tipo II, redução do risco de lesões por quedas, aumento da capacidade funcional, melhora da postura, da agilidade e da auto-imagem, aumento da flexibilidade e resistência ( CAMPOS, 2000).

Todos esses benefícios se traduzem em melhora funcional e na qualidade de vida do idoso.

 

Benefícios do Treinamento de Força para Crianças

A criança apresenta durante o crescimento alterações que exercem influencia na sua capacidade física e na resposta ao exercício físico.

O treinamento de força para a criança deve ser aplicado com critério para que não ofereça riscos a sua saúde e desenvolvimento, pois cargas inadequadas tendem a provocar alterações estruturais nos componentes epifisários que são responsáveis pelo crescimento. Os benefícios relacionados com o treinamento de força para crianças são: o aumento da força muscular, a redução das lesões relacionadas a pratica esportiva, melhora da capacidade funcional, aumento da resistência muscular, Melhora da performance esportiva e recreacional, da coordenação muscular, melhor controle postural, aumento da densidade óssea, do condicionamento físico, melhora da composição corporal, aumento das adaptações bioquímicas (sangue e ácido lático) musculares, aumento das reservas de ATP-pc, glicogênio e atividade enzimática glicolítica nos músculos esqueléticos.

 

Benefícios do Treinamento de Força para Mulheres

O interesse da população feminina pela prática da atividade física vai muito além dos objetivos de condicionamento e saúde. Boa parte dessas mulheres buscam a estética corporal através da modelagem física (hipertrofia) com a prática de exercícios de força.

O número de mulheres que utilizam o treinamento de força como parte do seu planejamento desportivo, condicionamento físico e estética tem aumentado consideravelmente (OLIVEIRA, 2009). Alem desses objetivos, esse trabalho pode oferecer os seguintes benefícios: Prevenção da perda de massa óssea, combate a flacidez, modelagem corporal, proporciona o aumento da massa magra, auxilia no emagrecimento, previne lesões musculares, reduz os níveis de colesterol, auxilia na sustentação das próteses de silicone, promove a correção postural (MASCKIEWIE, CARBONE, 2009).

Estudos relacionados ao treinamento de força sobre os benefícios para mulheres são em menor quantidade na literatura.

 

Benefícios do Treinamento de Força para Diabéticos

O diabetes é uma patologia metabólica do metabolismo dos carboidratos. Divide-se em dois principais tipos: O diabetes tipo i que é da ordem genética e depende da aplicação de insulina para o controle; e o diabetes tipo II adquirido principalmente por hábitos alimentares inadequados. O controle é feito basicamente por hipoglicemiantes por via oral (daonil, diabinese…). O diabetes promove inúmeras alterações fisiológicas e estruturais no organismo e é o precursor de várias alterações sistêmicas cardiovasculares, cerebrovasculares, renais, neurológicas… (CAMPOS,2000)

O treinamento de força criterioso pode promover benefícios a essa população e são eles: Uma maior sensibilidade a insulina, melhor capacidade funcional para desempenhar suas atividades da vida diária, sensação de bem estar, prevenção das doenças cardiovasculares, redução do risco de óbito por ataque cardíaco, redução da necessidade de oxigênio pelo miocárdio durante o exercício, redução da agregação plaquetária e o risco de trombose, redução do risco de desenvolver hipertensão a longo prazo, redução dos níveis pressóricos e da taxa de triglicérides, aumento do HDL colesterol, redução da gordura corpórea e controle da obesidade, redução do risco da osteoporose (CAMPOS, 2000).  Segundo ,Guizelini (2007), Os sintomas do diabetes, entre adultos, tem uma relação muito grande com a obesidade e o sedentarismo.

O exercício é a melhor maneira de prevenir o aparecimento do diabetes ou suas complicações. (BARRETO, 2011).

 

Benefícios do Treinamento de Força para Hipertensos

A hipertensão Arterial continua sendo uma importante causa de mortalidade e morbidade por doença cardiovascular e está associada a diversas alterações como: a aterosclerose, acidente vascular encefálico, insuficiência cardíaca, doença renal e cardiopatia isquêmica (MARCONDES, 1993).

Os exercícios de Fortalecimento muscular, conhecidos como musculação, foram contra-indicados durante muito tempo para portadores de cardiopatias, mas recentemente passaram a integrar as prescrições por terem se mostrado seguros e eficientes nessa população (ARAUJO et al, 2004). Segundo Maior (2005) há uma escassez na literatura em relação ao estudo do treinamento de força para hipertensos. Os benefícios do treinamento de força na hipertensão são: Redução da pressão arterial em repouso, redução do risco de doenças coronarianas, redução do risco de acidente vascular encefálico e da mortalidade (MAIOR, 2005).    

 

Benefícios do Treinamento de Força para Obesos

A obesidade já é considerada um dos maiores problemas mundial, pois vai além do simples componente estético devido a estar diretamente ligada a inúmeras patologias como a hipertensão, diabetes, osteoartrites, cardiopatias, câncer. Segundo Guizelini (2007), a obesidade é uma patologia multifatorial, resultante de fatores: Genéticos, metabólicos, neuroendócrinos, dietéticos, sócio-familiares e psicológicos.

Há dois tipos principais de obesidade: A obesidade hipertrófica que é o aumento no volume dos adipócitos e a obesidade hiperplásica que é o aumento no número de adipócitos, tornando-a de difícil abordagem e controle. A obesidade pode ser controlada associando um programa dietético adequado ao treino de força bem elaborado que poderá trazer os seguintes benefícios: Aumento da massa corporal magra (hipertrofia), aumento da secreção de hormônios anabólicos, redução da gordura corporal, melhora da auto-imagem, melhora da força e resistência muscular, aumento do metabolismo celular nas horas seguintes ao exercício, manutenção do metabolismo celular com a estabilidade da hipertrofia, equilíbrio calórico negativo fornecido pelo gasto calórico, reposicionamento ou preservação do alinhamento ideal das articulações afetadas pelo excesso de peso corporal, menor valor da restrição calórica necessária para perda de peso, Maior perda de gordura armazenada, quando em comparação com a dieta sem exercícios, aumento da probabilidade de manutenção da nova composição corporal adquirida, impedimento da perda de massa muscular que ocorre na dieta sem exercícios, redução de 10 a 20% do metabolismo de repouso, após perda significante de massa corpórea magra através da dieta sem exercícios (CAMPOS, 2000).

 

Discussão

A musculação feita corretamente é um estímulo para o ideal e saudável crescimento de praticamente todos os sistemas fisiológicos da criança (CAMPOS, 2000).

Nenhum tipo de lesão foi verificado durante o programa de treinamento de força com crianças. (CAMPOS, 2000).

O treinamento de força é de grande valia na fase da adolescência, pois pode trazer grandes benefícios, como: estímulo ao crescimento ósseo longitudinal e na espessura dos ossos, hipertrofia muscular e diminuição do riscos de lesões desportivas (RAMOS, 2000).

O exercício de força além de ajudar no controle glicêmico e na sensibilidade à insulina, traz múltiplos benefícios na qualidade de vida do diabético, e por isso, devem fazer parte do estilo de vida dessa população.(CAMPOS, 2000).

O treinamento resistido de moderada intensidade e volume alto promove melhora na sensibilidade à insulina em diabéticos não insulino-dependentes (CAMPOS, 2000).

Os benefícios na qualidade de vida dos idosos mediados pelo treino de força são enormes, mas os profissionais que tratam desse tipo de população precisam estar bem preparados no que diz respeito ao conhecimento sobre o assunto, para que os exercícios sejam seguros em todos os aspectos e tragam melhoria na qualidade de vida. (CAMPOS, 2000).

Campos (2000), o exercício pode minimizar ou reverter a síndrome da fragilidade física que é prevalente entre os mais idosos.

A prática do exercício resistido num programa de fortalecimento muscular praticado regularmente promoveu melhora na qualidade de vida dos idosos no grupo estudado (BARTOLOMEU, 2006).

Indivíduos com idade superior a noventa anos apresentaram ganhos de força num período de oito semanas de treinamento resistido (RAMOS, 2000)

Os exercícios de força, em musculação, tem um papel importante no processo de redução do peso corporal (CAMPOS, 2000).

Os exercícios de força, associados à restrição calórica, previnem o declínio da massa corporal magra e da potência (CAMPOS, 2000).

Os exercícios de força também são recomendados devido a sua atuação, embora menor, no metabolismo dos lipídios e lipoproteinas (FAGHERAZZI et al, 2008).

Maior (2005) relatou que os níveis pressóricos podem sofrer redução 1 hora após o treinamento de força. Essa redução mostra-se evidente na pressão sistólica.

A pressão arterial reduzida no repouso e durante o exercício de força submáximo é considerada uma adaptação positiva, particularmente em portadores de doença cardiovascular isquêmica (MIRANDA et al. 2005).

O exercício de força previne a perda de massa óssea na mulher e promove a estabilidade postural (MOSQUETTE, SIMÕES, 2003)

 

Conclusão

O treinamento de força tem mostrado muitos benefícios para os diversos tipos de população, tanto para fins estéticos e desportivos, como na prevenção e promoção da saúde. Sua contribuição para a melhora da qualidade de vida é bem conhecido, proporcionando bem estar físico e restaurando a alegria de viver para seus praticantes. Estudos mais intensos devem ser dispensados ao treinamento de força para hipertensos e para a população feminina devido a menor quantidade de artigos direcionados aos mecanismos fisiológicos relacionados aos benefícios.

 

Referências

BARRETO, L.A.S. Diabetes Mellitus, Neuropatia e Prevenção. Web Artigos. Col. Saúde e Beleza. RJ. Brasil, 2011

CAMPOS, Mauricio Arruda. Musculação para Diabéticos, Osteoporóticos, Idosos, Crianças, obesos. Sprint. 4ª Ed. RJ, 2000

BARTOLOMEU, Fernanda. DE  BARROS Jr. Edson Alves. Os Benefícios da Prática do Exercício Resistido na Terceira Idade. Rev.  FisioBrasil. nº 80 p21-23. ES, 2006

RAMOS, Alexandre Trindade. Treinamento de Força na Atualidade. Sprint. p 64, 68. RJ, 2000

FAGHERAZZI, Sanmira. DIAS, Raquel da Luz. BORTOLON, Fernanda. Impacto do Exercício Fisico Isolado e Combinado com Dieta Sobre os Níveis Séricos de HDL, LDL, Colesterol Total e Triglicerídios. Rev Bras Med do Esporte. V 14 nº 4. RJ, 2008

GUIZELINI, Mauro. Energia Saúde e Qualidade de Vida. Dedone. SP, 2007

MARCONDES, Gilberto Duarte. ALFIERI, Roberto Guimarães. Exercício e o Coração. Cultura Médica. 2ª edição. p225.RJ, 1993

MAIOR, Alex Souto. Treinamento de Força e Efeito Hipotensivo. Rev  Digital. nº 82. Argentina, 2005

MIRANDA, Humberto. SIMÃO, Roberto. LEMOS, Adriana. DANTAS, Bernardo Henrique Alexander. BAPTISTA, Luiz Alberto. NOVAES, Jefferson. Análise da freqüência Cardíaca, Pressão Arterial e Duplo-Produto em Diferentes Posições Corporais nos Exercícios Resistidos. Rev Bras de Med do Esporte v.11. n. 5. Niteroi RJ, 2005

NASCKIEWIC, Erika. CARBONE, Cibele. Benefícios da Musculação para Mulher. Rev.  Corpo Belo Online. RJ,2009

MOSQUETTE, Rejane. SIMÕES, Manuel de Jesus. Ação do Exercício Físico na Saúde da Mulher. Rev. Bras de Medicina p54-57. SP, 2003

 Fonte


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