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Nutrição esportiva no idoso: aspectos fisiológicos e nutricionais









Com o evidente aumento da população idosa em todo o mundo, são crescentes as discussões relacionadas aos benefícios da interação entre atividade física, saúde e qualidade de vida no envelhecimento. É consenso definido que a prática de exercício físico é fator determinante para uma velhice saudável. De acordo com dados recentes da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL), a prevalência geral de inatividade física entre indivíduos com mais de 65 anos de idade é de 38,2%, sendo nos homens 40,6% e nas mulheres 36,5%.

Diversas alterações fisiológicas podem ser observadas durante o processo de envelhecimento, que inclui a menor percepção do paladar devido à perda progressiva do número de papilas gustativas e da secreção salivar; diminuição da sensibilidade olfatória; redução da percepção quanto à sede; menor capacidade de mastigação; redução da produção de enzimas e diminuição da eficiência do sistema imunológico.

Com relação aos aspectos nutricionais direcionados ao idoso fisicamente ativo, muito se tem discutido quanto às necessidades de macronutrientes e micronutrientes, embora ainda haja poucos dados na literatura. Sabe-se que o gasto energético total declina com o aumento da idade, o que resulta na diminuição das necessidades energéticas. Entretanto é fundamental que o consumo calórico seja adequado porque, em idosos fisicamente ativos, o equilíbrio entre a ingestão e o gasto energético contribui para o controle do peso corporal, além disso, diminui a sensação de fadiga e cansaço.

Assim como para todas as faixas etárias, o consumo adequado de proteínas é importante para a manutenção da massa e força muscular, que tendem a diminuir com a idade. Para idosos fisicamente ativos e saudáveis, recomenda-se que a ingestão diária de proteína seja de pelo menos 1g/kg de peso corporal. Os carboidratos fornecem energia necessária para a manutenção de todas as funções celulares. Quanto à atividade física, ainda, não existem recomendações estabelecidas deste macronutriente para idosos atletas ou fisicamente ativos. Já com relação aos lipídios, esses, também, são fundamentais para a prática esportiva, pois, além de serem fonte energética, fazem parte de diversas estruturas, como dos hormônios.

A ingestão adequada dos micronutrientes é essencial, com destaque para a riboflavina, que se apresenta deficiente em boa parte da população idosa. Uma de suas principais funções é a de coenzima de enzimas fundamentais no metabolismo muscular de geração de energia. Com relação ao cálcio, sua absorção tende a ser diminuída com a idade e sua suplementação pode ser necessária, especialmente para mulheres com maior risco de osteoporose.

Por fim, é de extrema importância que mais estudos sejam realizados na área de nutrição esportiva focalizada na área geriátrica, visto que ainda muitas informações são escassas. Além disso, salienta-se que a prática de exercício físico, além de melhorar a qualidade de vida, contribui de maneira importante para a manutenção da aptidão física e cognitiva do idoso, com isso, garantindo-lhe maior independência e prevenção contra doenças.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde. Vigitel Brasil 2014: Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 152 p.

FERREIRA, M. T.; MATSUDO, S. M. M. In: PASCHOAL, V.; NAVES, A. Tratado de nutrição esportiva funcional. São Paulo: Roca, 2015. cap. 45. p. 685-708.

KENDRICK, Z. V.; SCAFIDI, K. M.; LOWENTHAL, D. T. Metabolic and nutritional considerations for exercising older adults. Compr Ther., Harvard, v. 20, n. 10, p. 558-568, 1994.

MACIEL, M. G. Atividade física e funcionalidade do idoso. Motriz: Rev. Educ. Fis. (Online), Rio Claro, v. 16, n. 4, p. 1024-1032, 2010.

MATSUDO, S. M.; MATSUDO, V. K. R.; BARROS NETO, T. L. Atividade física e envelhecimento: aspectos epidemiológicos. Rev Bras Med Esporte, Niterói, v. 7, n. 1, p. 1-13, 2001.

OLIVEIRA, A. C. et al. Qualidade de vida em idosos que praticam atividade física – uma revisão sistemática. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol., Rio de Janeiro, v. 13, n. 2, p. 301-312, 2010.

FONTE

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