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Seis semanas de treino de força melhora função vascular em jovens negros





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Estudo revelou que jovens afro-americanos experimentaram mais benefícios cardiovasculares do treinamento com peso do que homens caucasianos da mesma idade

Estudo revelou que jovens afro-americanos experimentaram mais benefícios cardiovasculares do treinamento com peso do que homens caucasianos da mesma idade
Seis semanas de treinamento de força podem melhorar marcadores sanguíneos de saúde cardiovascular em homens jovens afro-americanos, de acordo com pesquisadores da Universidade de Illinois.

Os investigadores mediram marcadores sanguíneos associados a resposta inflamatória, imunológica ou a remodelação das artérias que normalmente ocorrem após a lesão de tecidos, infecção ou outros tipos de estresse. 

Eles descobriram que os níveis de dois destes marcadores caíram significativamente em homens negros, mas não em homens caucasianos, depois de seis semanas de treinamento de resistência.
"Isso sugere que o treinamento de resistência é mais benéfico para jovens afro-americanos do que em homens caucasianos da mesma idade", afirma o líder do estudo Bo Fernhall.

Fernhall e seus colegas avaliaram 14 jovens afro-americanos e 18 caucasianos que foram pareados por índice de massa corporal, aptidão cardiovascular e idade. Nenhum havia praticado exercícios de resistência.

"Afro-americanos são conhecidos por ter taxas mais elevadas de doença cardiovascular do que os brancos. Em particular, derrame, hipertensão e doença renal são muito mais incidentes na população negra. Alguns destes problemas começam na juventude", observa Fernhall.

Estudo anterior conduzido por Fernhall constatou que o treinamento de resistência reduziu os níveis de proteína C-reativa (CRP) no sangue de afro-americanos, mas não em caucasianos. Esta proteína é um marcador confiável de inflamação sistêmica. Níveis de CRP aumentam após lesão ou infecção, e níveis cronicamente elevados são, por vezes associados a doenças do coração e câncer.

O novo estudo analisou outros marcadores que poderiam sinalizar problemas nas artérias: MMPs, que ajudam os vasos sanguíneos a se remodelarem após a lesão ou infecção, e 8-isoprostano, marcador de estresse oxidativo envolvendo íons quimicamente carregados ou moléculas chamadas espécies reativas de oxigênio. Ambos os marcadores caíram em afro-americanos, mas não em caucasianos após o treinamento de resistência.

Os pesquisadores ficaram surpresos ao ver que os níveis iniciais de MMP-9 foram menores em jovens negros antes da musculação.

"Pode ser que a MMP-9 tenha um efeito diferente sobre a vascularização dos afro-americanos do que em caucasianos", afirma o estudante de doutorado Marc Cook.
A diminuição da MMP-9 foi significativamente correlacionada com o aumento da força muscular nos homens afro-americanos.
Estudos anteriores mostraram que "o exercício aeróbico, na verdade, reduz o estresse oxidativo, e reduz iosprostane. Mas ninguém tinha a menor ideia sobre o treinamento de resistência", afirma Cook.
Segundo Cook, ele agora sabe o que dizer para homens jovens afro-americanos que perguntam por que deveriam se exercitar.

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