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Fisiologia e biomecânica das articulações






A biomecânica é o estudo do movimento e do efeito das forças internas
e externas de um corpo baseado em análises quantitativas e
qualitativas, utilizando parâmetros como: velocidade, direção,
quantidade de força, etc. As características e descrição do movimento
fazem parte da cinesiologia, que complementa a abordagem descritiva da
origem do deslocamento, e a fisiologia, por sua vez, estuda o
funcionamento da articulação através da nutrição, irrigação, inervação
das estruturas envolvidas, etc.

A articulação é formada pela coaptação de dois ossos com o auxílio de
músculos esqueléticos, ligamentos e cápsula articular. Para uma melhor
compreensão é necessário ressaltar algumas considerações distintas
sobre o sistema músculo-esquelético.

O sistema esquelético determina nossa estrutura (tamanho e forma do
corpo humano) em conjunto com hábitos alimentares, nível de atividade
física e postura. Suas principais funções são: formação de alavancas
para o aumento de forças e/ou velocidade dos movimentos, suporte,
proteção, armazenamento de gordura e minerais, e formação de células
sangüíneas.

O sistema músculo-esquelético tem como funções principais: produção de
movimentos, auxílio na estabilidade articular, manutenção da postura e
posicionamento corporal, e suporte. O músculo se insere no osso
diretamente ou por meio de tendões e/ou aponeuroses (faixas achatadas
tendão), que suportam altas forças de tensão produzidas pelos
músculos, absorvendo ou aumentando a tensão no sistema. As ações
musculares (excêntricas, concêntricas e isométricas) estabilizam e
maximizam a armazenagem de energia e desempenho muscular. Alguns
fatores que influem na estabilidade articular e força muscular são: o
ângulo de inserção do músculo, relação comprimento-tensão e
força-velocidade.

Existem vários tipos de articulações, mas as mais presentes em nosso
corpo são as sinoviais, que podem ser classificadas conforme a
quantidade de movimento permitido, tipo e tamanho dos ossos, formas de
contato entre as superfícies articulares, e planos e eixos de
movimento. Estas características proporcionam seu potencial de
movimento e função: uma das articulações mais estáveis do corpo humano
é o quadril, pois possui bom suporte muscular, capsular e ligamentar,
além dos efeitos da gravidade e do vácuo da articulação (grande
coaptação entre as estruturas). O ombro, por sua vez, é uma das
articulações menos estáveis, suprido pela cápsula e músculos, possui
contato articular menor, devido ao formato dos ossos e superfícies
articulares reduzidas.

As articulações sinoviais possuem uma camada de cartilagem em suas
superfícies articulares, nutrida pelo líquido sinovial (espécie de
óleo lubrificante), permitindo a estabilidade e distribuição das
cargas sobre as superfícies com redução dos estresses de contato pela
metade. Ela permite ainda, o movimento entre os ossos com o mínimo de
atrito e desgaste consideráveis ao longo da vida, gerados pelo uso
repetido. Os possíveis traumas e desgastes provocam alterações das
substâncias articulares até ocorrer uma degradação enzimática, e
remoção da matéria pela ação mecânica, provocando assim, uma
diminuição das áreas de contato e erosão da cartilagem. Em
conseqüência, as possíveis fissuras, formação de cistos e osteófitos
sugerem o início da osteoartrite (doença articular degenerativa com
inflamação, desgaste e redução articulares).

Em algumas articulações existe uma cartilagem adicional
(fibrocartilagem ou menisco) para transmissão adicional de carga,
estabilidade, melhora no ajuste de superfícies, proteção e
lubrificação.

Para aumentar a estabilidade das articulações, a cápsula articular
protege a articulação, definindo sua forma com a criação de uma porção
interna e pressão atmosférica reduzida, para uma melhor coaptação. Os
ligamentos auxiliam na estabilidade (junção de ossos), controle e
limitação do movimento, suportando cargas de tensão. Imobilizações
nestas regiões alteram as propriedades mecânicas da cápsula e
ligamentos, podendo resultar em rigidez articular, devido a
necessidade de cargas e compressão na articulação para troca de
nutrientes e resíduos.

Complementando toda a estrutura de uma articulação, existem os
proprioceptores, que são receptores sensoriais (em músculos, tendões e
articulações) detectores de estímulos. Os proprioceptores articulares
respondem a mudanças na posição articular, velocidade de movimento,
pressão intra-articular e terminações nervosas, transmitindo as
informações ao sistema nervoso.

Após o conhecimento anatômico e fisiológico das articulações, podemos
distinguir os tipos de movimentos realizados, tais como flexão,
extensão, rotação, abdução, etc., e associá-los aos planos e eixos
ocorridos em relação a um sistema de referência, especificando a
posição de um corpo ou segmento no espaço e às características de sua
movimentação.

O estudo e análise cinesiológica e biomecânica de uma articulação
individual são fundamentais para a compreensão dos movimentos básicos
e podem proporcionar em conjunto, um melhor desempenho em habilidades
esportivas, realçando os requisitos para o condicionamento e técnicas
adequadas.

Referências Bibliográficas

Bases Biomecânicas do Movimento Humano - Hamill, J. e Knutzen, K.M. -
São Paulo, Ed. Manole, 1999.

Fisiologia Articular - Kapandji, I.A. - São Paulo, Ed. Manole, 1990.

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