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A importância do preparo emocional nas Olimpíadas.






Grande parte dos atletas que chegam às Olimpíadas competem praticamente no mesmo nível técnico. O que fará diferença entre a vitória ou a derrota? Muitos apostam no preparo emocional, como a psicóloga esportiva Carla Di Pierro, que atua no Comitê Olímpico Brasileiro com o Time Brasil.

Hoje, grande parte dos atletas que chegam às Olimpíadas competem praticamente no mesmo nível técnico. Com a maior facilidade de disseminação sobre informações científicas de ponta para melhora do rendimento esportivo, e o intercâmbio de atletas e treinadores entre os países, fica a pergunta: o que vai fazer diferença entre a conquista de uma medalha no peito ou não?

Muitos que acompanham o universo esportivo têm uma resposta na ponta da língua: o preparo emocional. "Diversos atletas confirmam a importância do preparo emocional nos momentos de pré-competição e durante a competição, pois eles relatam ficar ansiosos, desconcentrados e acabam não rendendo o que podiam, ou, às vezes, não chegam nem perto daquilo que alcançam nos treinos", diz a psicóloga esportiva Carla Di Pierro, que atua no Comitê Olímpico Brasileiro com o Time Brasil.  

A chamada pressão olímpica pode afetar até o mais bem treinado dos atletas. Vários deles já falaram publicamente sobre a sensação de deslumbramento ao entrar na vila olímpica e, de repente, cruzar pelos corredores com seus maiores ídolos esportivos, seja em sua modalidade ou em outras. "Isso pode gerar desconcentração ou insegurança. É um momento único e o ponto alto da carreira de qualquer atleta de ponta", afirma Carla, que há cinco anos desenvolve um trabalho com a maratonista Adriana Silva, representante brasileira nos Jogos em Londres.

Segundo Carla, o treinamento antes encarado apenas sob o ponto de vista físico é visto hoje como um conjunto de preparações, tanto a física como a mental. "A psicologia do esporte ainda carrega o estigma de lidar com 'casos-problemas', mas isso tem diminuido bastante, há uma compreensão maior para o objetivo do trabalho – que é o de potencializar e desenvolver habilidades psicológicas, cognitivas e comportamentais, como automotivação, gerenciamento de estresse, capacidade de solução mental e, claro, concentração e controle de ansiedade", ressalta Carla.

"Na década de 80 ainda não existiam estudos controlados que comprovassem a eficácia do trabalho da psicologia do esporte, mas foi na década seguinte que foram produzidos inúmeros estudos que deram credibilidade à área e, daí em diante, a presença de psicólogos do esporte nas equipes multidisciplinares que apoiam atletas tem sido cada vez maior", diz.

Nas Olimpíadas de Londres será possível observar vários casos em que o preparo emocional fez toda a diferença para subir ao pódio.

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