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Exercícios Físicos e Diabetes do tipo II









Se você é diabético e está iniciando agora atividades físicas, faça exames como eletrocardiograma, composição corporal, teste ergométrico, exames de sangue e fundo de olho, ou seja, uma bateria de exames é indispensável para uma vida mais ativa e saudável.

Ao profissional de Educação Física que atende pessoas portadoras de diabetes, especialmente do tipo II, oriente-as sobre os benefícios da atividade física e principalmente, motive-as a praticar tanto exercícios aeróbicos como de resistência adequados para a condição clínica das mesmas.

A diabetes do tipo II é o de maior incidência, cerca de 90% dos casos diagnosticados.  Nestes casos a insulina é produzida pelas células beta pancreáticas, no entanto, sua ação é inibida, resultando numa resistência à insulina. Assim o aumento de produção da insulina é provocado para manter o a glicose em níveis normais. Porém, em um dado momento isso não será mais possível, surgindo então o diabetes.

Esse processo é lento e os sintomas como sede, aumento da diurese, problemas visuais, dores nas pernas demoram a aparecer. Por isso, muitas pessoas retardam para procurar ajuda médica e fazer exames. Quando não diagnosticado a tempo, o diabetes tipo II pode se agravar e também ocasionar em um coma.

As pessoas mais suscetíveis a contraírem o diabetes tipo II são as que tiveram um aumento de peso significativo, obesos, pessoas acima de 50 anos de idade, pessoas que consomem gordura e carboidratos em excesso inclusive crianças e adolescentes e pessoas sedentárias com alimentação desequilibrada.

Os possíveis efeitos do exercício para o paciente com diabetes tipo II são substanciais e estudos recentes reforçam a importância de programas de exercício a longo prazo para o tratamento e prevenção desse comum distúrbio metabólico e suas complicações. Podem-se realçar alguns efeitos metabólicos específicos:

Controle da glicemia

Vários estudos a longo prazo demonstraram um efeito benéfico consistente do exercício físico regular sobre o metabolismo dos carboidratos e sobre a sensibilidade à insulina que pode ser mantido pelo menos por cinco anos. Esses estudos utilizaram programas de exercício com intensidades de 50 a 80% do VO2 máximo, três a quatro vezes por semana, com duração da sessão entre 30 e 60 minutos. Melhoras da HbA1c foram observadas na faixa entre 10 e 20% e foram maiores nos pacientes com diabetes leve tipo II e nos pacientes com maior resistência à insulina. É verdade, infelizmente, que a maioria desses estudos não contou com uma randomização e controle adequados e os resultados sofrem influências de alterações associadas ao estilo de vida. Não há dados disponíveis sobre os efeitos do exercício contra resistência no diabetes tipo II, embora resultados iniciais em indivíduos normais e com diabetes tipo I sugiram um efeito benéfico.

Parece agora que programas a longo prazo de exercícios regulares são indubitavelmente factíveis para pacientes com intolerância à glicose ou diabetes tipo II não complicado com taxas de aderência aceitáveis. Os estudos que obtiveram melhor aderência utilizaram um período inicial supervisionado, seguido por programas de exercício domiciliar relativamente informais com freqüentes reavaliações para acompanhamento. Muitos desses programas mostraram aumentos mantidos do VO2 máximo ao longo de vários anos, com poucas complicações.

Prevenção de doenças cardiovasculares

Nos pacientes com diabetes tipo II, a síndrome de resistência à insulina continua a ganhar importância como um importante fator de risco para doença arterial coronariana precoce, particularmente com hipertensão arterial concomitante, hiperinsulinemia, obesidade central e a sobreposição de anormalidades metabólicas, como a hipertrigliceridemia, HDL baixo, LDL elevado e elevação dos ácidos graxos livres. A maioria dos estudos mostra que esses pacientes possuem um baixo nível de aptidão física comparados com indivíduos controles, mesmo quando pareados por níveis de atividade cotidiana, e que a baixa aptidão aeróbica está associada com muitos dos fatores de risco cardiovasculares. A melhora de muitos desses fatores de risco tem sido associada a uma redução dos níveis de insulina plasmática e é provável que muitos dos efeitos benéficos do exercício sobre o risco cardiovascular estejam relacionados com melhoras da sensibilidade à insulina.

Hiperlipidemia

Tem sido consistentemente demonstrado que o exercício físico regular é eficiente na redução dos níveis de colesterol VLDL. Entretanto, os efeitos do exercício sobre os níveis do colesterol LDL ainda não foram consistentemente documentados. Com uma importante exceção, a maior parte dos estudos não conseguiu demonstrar uma melhora importante dos níveis de HDL em pacientes com diabetes tipo II, talvez devido às intensidades de exercício relativamente baixas que foram utilizadas.

Hipertensão

Há evidências associando a resistência insulínica à hipertensão arterial em pacientes diabéticos. Os efeitos do exercício na redução dos níveis de pressão arterial foram demonstrados mais consistentemente em indivíduos hiperinsulinêmicos.

Fibrinólise

Muitos pacientes com diabetes tipo II apresentam uma atividade fibrinolítica prejudicada, associada com níveis elevados de inibidor do ativador do plasminogênio-1 (IAP-1), o principal inibidor natural do ativador do plasminogênio tecidual (TPA). Estudos demonstraram uma associação entre a aptidão aeróbica e a fibrinólise. Ainda não há consenso se o treinamento físico provoca uma melhora da atividade fibrinolítica nesses pacientes.

Obesidade

Há uma quantidade expressiva de dados sugerindo que o exercício pode otimizar a redução e particularmente a manutenção do peso quando utilizado em conjunto com um planejamento dietético com controle calórico. Há poucos estudos que analisaram especificamente este assunto no diabetes tipo II e muitos dos dados disponíveis sofrem influência do uso simultâneo de dietas pouco usuais e outras intervenções comportamentais. Particularmente interessantes são estudos que sugerem um efeito desproporcional do exercício na redução da gordura intra-abdominal, cuja presença tem sido associada a anormalidades metabólicas. Há dados interessantes sobre o uso de exercícios contra resistência na redução de peso, mas ainda faltam estudos abordando particularmente pacientes com diabetes tipo II.

Benefícios do exercício físico na Diabetes
Alguns dos benefícios que a atividade física proporciona:
  • Ocorre um melhor controle do diabetes;
  • Aumento da ação da insulina;
  • Aumento da captação de glicose pelo músculo, reduzindo muitas vezes as doses de medicamentos e auxiliando na prevenção de problemas associados ao diabetes, como alterações na retina, nos vasos sanguíneos, nos nervos, rins e coração;
  • Diminuição da glicose circulante
  • Aumento da sensibilidade celular a insulina;
  • Diminui o colesterol ruim e aumenta o bom, para o diabético isso é muito importante, pois tem maior risco de doenças vasculares;
  • Perda de peso, pois com a perda de peso saudável, o controle do diabetes melhora além de melhorar a pressão arterial;
Como montar um treino para alunos com Diabetes
É importante saber qual o objetivo do portador de diabetes em relação à atividade física, ou seja, esse exercício tem que motivar o aluno para que ele mantenha o programa de atividade diária. É fundamental também que este programa inclua atividades aeróbicas e anaeróbicas para ser trabalhado tanto o sistema cardiorrespiratório como também a massa muscular, a força e a resistência.
Para montar um treino é recomendável:
  • Uma atividade que melhore e estimule o gasto calórico, este exercício tem como objetivo o emagrecimento ou diminuir o risco de obesidade que é mais comum em portadores de diabetes tipo II;
  • Respeite a individualidade do aluno, ou seja, fique atenta a duração, frequência e intensidade que os exercícios são aplicados e faça de acordo com o perfil e condicionamento do aluno;
A frequência, a intensidade e a duração devem ser:
  • Para melhorar o sistema cardiorrespiratório e a perda de peso é importante que se faça por três dias consecutivos e durante cinco dias da semana;
  • Os exercícios devem ter intensidade de leve a moderada, ou seja, de 40 a 70% do VO2 máximo;
  • A duração deve ser em torno de 30 minutos no mínimo, porém, se o aluno é sedentário, inicie com sessões de 15 minutos e aumente aos poucos até atingir 60 minutos de atividade física;
  • Estimule a prática de caminhadas, porém, associe este exercício de impacto com outro de menor impacto, como por exemplo, a natação ou andar de bicicleta, pois o diabético é mais suscetível a desenvolver neuropatia periférica e artrite, por isso a importância de exercícios de baixo impacto;
  • Os exercícios de musculação deverão ser executados em séries de 10 a 15 repetições, tenha como objetivo o aumento gradativo da carga, da frequência e da duração, tendo como meta a melhora da massa magra, da resistência muscular e da força, além da diminuição de problemas cardiovasculares;
  • É fundamenta a combinação de exercício aeróbico com exercício resistido, pois os benefícios são maiores;
  • Não faça de maneira isolada o controle do exercício físico pela frequência cardíaca num portador de diabetes, pois geralmente o diabético tem alteração neural independente o que transforma a resposta da frequência cardíaca frente ao esforço físico. A escala de percepção subjetiva ao esforço é um instrumento benéfico quando usada em conjunto para controle da intensidade ao esforço.
Consideração sobre alguns exercícios:
  • Os exercícios intervalados de alta intensidade também contribuem para diminuir o nível de glicose no sangue, além de beneficiar a saúde cardiovascular, e aumentar a resistência;
  • Exercício aeróbico, como por exemplo, a bicicleta ou a ergométrica auxiliam o coração a bater mais forte e os pulmões a funcionarem melhor. Andar de bicicleta melhora o fluxo de sangue para as pernas. Um grande benefício para as pessoas com diabetes, além de queimar muitas calorias;
  • A natação é um exercício completo e ideal para as pessoas com diabetes, principalmente porque não tem grandes impactos nas articulações;
  • Caminhada é um exercício democrático e mais fácil de começar, alem de ser gratuito, é também uma das atividades mais prescritas para pessoas com diabetes. O passeio, feito em um ritmo ideal, aumenta a taxa de batimentos cardíacos e é um exercício aeróbico, para queima de calorias;
  • Musculação é um exercício fundamental, pois contribui para a construção da massa muscular, importante para qualquer pessoa queimar mais calorias e acelerar o metabolismo. Se você perder massa muscular, será muito mais difícil manter os níveis de açúcar no sangue;
  • Yoga auxilia na perda de gordura corporal, combate a resistência à insulina e melhora as funções dos nervos;
  • Pilates constitui de exercícios voltados para o fortalecimento muscular e melhora no equilíbrio. Como os músculos exercem uma grande função na melhora do metabolismo e, consequentemente, na redução dos níveis de açúcar no sangue, o Pilates, portanto, é um excelente exercício para os diabéticos;



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