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O portador de deficiência e o esporte de alto nível







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A Educação Física tem muito a oferecer às pessoas portadoras de diversos tipos de deficiência, nas mais variadas formas de atividade. Seguramente, é capaz de promover maior integração social do deficiente, provocando seu interesse pelo Esporte e pela própria graduação profissional.

A atenção do Profissional de Educação Física pelo trabalho com portadores de deficiência é relativamente nova, assim como faz pouco tempo que a sociedade como um todo começou a encarar a questão. Os cursos de graduação ainda estão formando sua base teórica, porém uma série de acontecimentos espelha e vem produzindo uma mudança gradativa na maneira de encarar e tratar o portador de deficiência, para o qual a atividade física pode significar melhores condições de vida e maior inserção social.

A atração exercida pelo desporto de alto rendimento não deve ofuscar o indispensável trabalho com o chamado esporte participativo e muito menos a tentativa de atrair para a prática de atividades físicas os não interessados em Esporte - o que é função dos Profissionais de Educação Física inclusive no trabalho com não-portadores de deficiência.

Quando o assunto é deficiência, o esporte e atividade física quase se confundem Há deficiências que inibem a prática do desporto, ou este pode até piorar a condição física do praticante. Mas a atividade física vale-se do desporto como fator motivacional, tornando-se atividade física desportiva. Conhecemos um deficiente que tinha receio de jogar porque usava muletas. Começou a jogar futebol mesmo assim, e hoje nem usa mais muletas. É um trabalho difícil, pois um paralisado cerebral chega a ser confundido com um bêbado na rua, ao pegar um ônibus etc. A sociedade precisa entender que o objetivo do desporto adaptado para o portador de deficiência é melhorar a qualidade de vida do indivíduo, facilitando suas atividades cotidianas. Como fazer isso cada vez melhor é um desafio posto aos atuais e futuros Profissionais da Educação Física, e, ressalto, não só em relação a possíveis atletas para-olímpicos.

Um ponto importante na maneira de atuar é que o Profissional de Educação Física, comparado ao Fisioterapeuta, por exemplo, não vê a pessoa portadora de deficiência como paciente, e ao não fazê-lo, amplia seus limites. Não há demérito nisso para a Fisioterapia. São fronteiras de atuação.

A discussão sobre a prioridade dada ao desporto de alto desempenho, em possível detrimento do esporte de massa, movimenta o campo da Educação Física e do Esporte em geral e não falamos apenas do desporto adaptado. Não há como negar que a opção pelo esporte de altíssimo rendimento é excludente, o que não impede, afirma ele, que esta opção acabe funcionando como ferramenta de inclusão social. Os Jogos Panamericanos e Olímpicos popularizaram modalidades extra-futebol no Brasil como nada mais conseguiria fazer, e hoje o desporto paraolímpico alcançou um nível de preparo e excelência que o aproxima, ao máximo, do desporto olímpico.  As provas já alcançaram o limite humano, o que não acontece nos Jogos Paraolímpicos, onde a competição tenderá a ser maior. Digo sempre que o desporto paraolímpico precisa da mídia tanto quanto do ar que respiramos, para atingir o deficiente que está escondido em casa sem ânimo, sem vontade de viver.

A necessidade de reverter no portador de deficiência a expectativa inicial que acompanha a perspectiva da atividade física. Após o choque do nascimento com alguma deficiência, ou da doença ou acidente que a causou, começa a busca de tratamento e apoio à família e à própria pessoa. A fisioterapia é, então, sentida como um sacrifício que visa melhorar sua qualidade de vida, e a prática de esporte pode significar um sacrifício, quando na verdade é o inverso, será um benefício inestimável para a vida dele. Não tenho dúvida de que o Esporte é a mais importante ferramenta de inclusão social para o portador de deficiência, pois ajuda na recuperação de sua autoestima e realmente promove maior qualidade de vida.

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