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Malhar em jejum para perder gordura







Segundo especialistas, treino em jejum é recomendado apenas para atletas de alta performance Foto: Getty Images
Uma nova moda está dominando os praticantes de atividade física e tem, claro, seus prós e contras. Se antes era uma unanimidade tomar um bom café da manhã para depois ir  para academia, agora uma nova 'modinha' fitness vem mexendo com a curiosidade de quem adora uma novidade para eliminar quilos extras mais rápido: o Aeróbico em Jejum, também conhecido como AEJ.
O método parece estranho, mas é isso mesmo: depois de seis a oito horas dormindo, você se levanta da cama, se troca e vai direto fazer o seu treino aeróbico sem comer nadinha.
O método de fato ajuda a gastar mais gordura, porém coo não há ingestão dcarboidrato, o corpo  degrada a massa muscular. Você até vai perder gordura, mas também vai perder massa muscular, e essa troca é ruim.
O método é muito utilizado por atletas de alta performance, que geralmente têm um percentual de gordura muito baixo e um preparo físico muito acima da média da população. Mas como a expressão "perda de gordura" parece mágica, a popularização da ideia não demorou a se espalhar pelas academias brasileiras.
Saiba mais sobre a técnica, seus riscos e precauções.
Queimar, queima...mas a troco de quê?
A glicose é a principal fonte de energia na atividade física, mas também é a única fonte de energia para o sistema nervoso. Em jejum, sem a glicose proveniente dos alimentos, o corpo usa um mecanismo de proteção que faz com que a pessoa diminua a utilização da glicose e aumente a utilização de gordura.
Por sua vez, a pessoa que treina alimentada tem a perda de gordura diminuída durante a atividade física, porque tem a glicose proveniente dos alimentos para gastar. Sendo assim, o corpo demora cerca de 30 minutos para começar a utilizar a gordura como fonte de energia. Isto significa que sim, em jejum, a queima de gordura é mais rápida.
Pelo fato de estar sem ou com muito pouco glicogênio residual pela manhã, consegue-se em pouco tempo de exercício a perda de peso em gordura exclusivamente, com apenas 20-40 minutos no máximo.
Quem exagera na intensidade do treino ou passa a usar o jejum a longo prazo pode fazer com que o organismo não se contente em queimar só a gordura, e passe também a usar os músculos como fonte de energia, o que acarreta a perda da massa magra – que é justamente o que ninguém quer ao malhar. O AEJ é somente uma ferramenta de curto médio prazo, não estimulo a prática de forma contínua.
Troca sem sentido
O treino em jejum não pode extrapolar os 30 minutos, pois, caso contrário, a pessoa estará expondo o corpo a riscos como náuseas, desmaio e hipoglicemia (que é a diminuição do nível de glicose no sangue).
Trocar um treino "bem alimentado" por um em jejum não é algo muito inteligente. Isso porque quem malha sem comer nada é obrigado a apostar em atividade moderada. Já quem está alimentado vai poder ter um treino de mais intensidade e qualidade.
Além disso, o pós-treino também se mostra mais efetivo para quem come antes de malhar, o que estimula a queima de gordura ao longo do dia. A pessoa que treina de forma mais intensa, ou seja, que está mais bem alimentada, tem adaptações fisiológicas durante todo o dia que exigem a queima de gordura. Já quem treina em jejum, faz um treino de leve a moderado, e essas adaptações são menores.
Quem "pode" fazer
O AEJ acaba sendo utilizado por pessoas que têm um nível de gordura corporal muito baixo, geralmente, pessoas que estão buscando excelência no fitness, em um nível de treinamento muito avançado.
Entende-se por este nível baixo menos de 10% para os homens (sendo que o ideal é ter menos que 15%) e menos de 14% para mulheres (sendo que o ideal é abaixo de 25%). Segundo o professor, o AEJ geralmente é aposta de pessoas que praticam atividade física com foco no fisiculturismo. Esta prática só deve ser utilizada quem tem um nível de treinamento muito alto, que conhece muito bem o seu corpo.
Mesmo assim, o jejum só é indicado antes de atividades aeróbicas. O treino de musculação em jejum é totalmente reprovado, porque a pessoa vai usar a proteína como fonte de energia e perder massa magra.  E mesmo para estes atletas, o treino em jejum exige suplementação especial, mediante acompanhamento médico, para não acarretar em problemas à saúde.
Recomendações gerais
Para os que trabalham com fitness, não é de hoje que o AEJ exsite. Existem muitos estudos que falam do seu beneficio. Mas a população brasileira é extremista. Não existe mágica, é preciso ter hábitos saudáveis para que você tenha automaticamente o beneficio que o treino dá.
Para os adeptos, o cuidado com a alimentação deve ser redobrado. O AEJ serve como um auxiliar, somente ele não vai trazer os objetivos almejados. Além disso, a pessoa deve se manter muito bem hidratada antes e durante o treino e, após, deve imediatamente tomar o café da manhã. Observe os sinais e obedeça os limites do corpo.
Uma dica para quem quer ter os resultados do AEJ, sem ter que abrir mão de um bom café da manhã, é começar pela musculação e só depois partir para os aeróbicos. Porque assim se entende que esse treino esgotou seu estoque de glicogênio e, quando você for fazer o aeróbico, vai usar mais a gordura, imitando a situação de jejum. Caso contrário, para que uma corrida queime o mesmo que AEJ, com alimentação antes da atividade, deverá ser mais intensa e prolongada para poder gerar o mesmo efeito.
De volta aos conceitos que aprendemos, vale lembrar que ir a um nutricionista, investir em rotina alimentar adequada e em atividade física regular – de preferência, apostando em algum exercício que também traga prazer – segue como a melhor moda para manter um corpo bonito e saudável.

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