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Bases fisiológicas da Pliometria







O termo treinamento pliométrico busca descrever exercícios que têm como objetivos utilizar e valorizar o ciclo alongamento-encurtamento (CAE), visando maximizar a produção de força ou melhorar a performance esportiva (CHMIELEWSKI, et al., 2006). Este método de treinamento físico é utilizado especialmente para o desenvolvimento da força explosiva em diversas modalidades esportivas que envolvem os membros inferiores (WEINECK, 2003).

Na pliometria o sistema de produção de energia mais utilizado é o anaeróbico alático, que utiliza a Adenosina Trifosfato (ATP) e Creatina Fosfáto (CP), denominada "sistema fosfagênio" (ATP~CP), provendo energia para a contração muscular no início de exercícios de curta duração e alta intensidade (POWERS; HOUWLES, 2000).

Segundo Mcardle et al. (1996), o movimento humano depende da transformação da energia química da ATP em energia mecânica através da contração dos músculos esqueléticos, que agem sob o sistema de alavancas ósseas, por meio de forças musculares, movimentando-se ao redor de sua articulação permitindo a uma pessoa movimentar-se e levantar objetos.

Muitas funções musculares são controladas por ações reflexas na medula espinhal e em outras áreas subconscientes do sistema nervoso central. A informação sensorial para as fibras aferentes, e delas para a medula espinhal, produz um estímulo muscular. (DANTAS, 1998; FLECK; KRAEMER, 1999). De acordo com Wilmore e Costil (2001) os impulsos efetivados da medula espinhal para o músculo são conduzidos pelo motoneurônio, que consiste em um corpo celular composto de um axônio e um dendrito, e seu arranjo permite a transmissão de impulsos eletroquímicos da medula para o músculo até a região denominada junção neuromuscular.

Receptores sensoriais localizados nos músculos e tendões são sensíveis às distensões, tensões e pressões. Esses órgãos terminais são conhecidos como proprioceptores que retransmitem rapidamente informações através da dinâmica muscular e do movimento dos membros para as porções conscientes e inconscientes do sistema nervoso central. Isso permite registrar continuamente a progressão de qualquer seqüência de movimento, a fim de proporcionar uma base para modificar o comportamento motor subseqüente.

Moritani (apud Komi, 2006, p.41) expõem que o Fuso Muscular (FM) está inserido entre fibras extrafusais, e que contém de 4 a 20 fibras musculares intrafusais, juntamente com as terminações nervosas, sensoriais e motoras ligadas a cada uma delas que se dispõem paralelamente às fibras musculares normais. O centro de uma fibra intrafusal não se contrai por não possui, ou possuir poucos filamentos de actina e miosina. Sempre que as fibras musculares extrafusais se alongam o FM também se alonga, pois está fixado nestas fibras.

Quando o FM e as fibras extrafusais se alongam, todas as terminações nervosas desta região transmitem informações, da medula espinhal para o sistema nervoso central, sobre o comprimento exato, o estado contrátil e a velocidade precisa da mudança destes estados, através do FM e dos motoneurônios alfa que contraem as fibras extrafusais e os motoneurônios gama contraindo as fibras intrafusais (FLECK; KRAEMER 1999).

Moritani (apud Komi, 2006, p.41) também discute que diferentemente do fuso muscular o Órgão Tendinoso de Golgi (OTG) é composto de 5 a 25 fibras musculares que estão ligados a cada órgão tendinoso localizados próximo a fixação dos feixes de fibras tendinosas. O OTG, que possui uma sensibilidade muito grande podendo responder a uma única fibra muscular, monitora a tensão dentro do tendão, diminuindo-a caso seja excessiva

Estes proprioceptores (FM e OTG) desempenham um papel de proteção do músculo e tendão. Quando a tensão dentro do músculo se torna excessiva, a ponto de lesionar ou de romper o músculo ou tendão por causa de um movimento muito rápido, ocorre à inibição da tensão pelo OTG, ativando assim uma contração através dos músculos antagonistas para diminuir a tensão e prevenir a lesão stes ativando ent de romper os sionar ou de romper os se dispmento movimento, em questdo músculo e/ou tendão (WILMORE; COSTILL, 2001).

A pré-inervação é um componente do programa pliométrico, cuja funcionalidade é a sensibilização do FM e a mudança da elasticidade muscular, aumentando sua firmeza e tensão, provendo uma inervação básica que favorece um desenvolvimento mais rápido da força sob ativação dos reflexos (WEINECK, 2003).

Fonte

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