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O Sedentarismo durante as aulas de Educação Física Escolar







A definição clássica para sedentarismo é simplesmente: "Hábitos de vida com um baixo nível de atividade física". Por mais simplista que possa parecer esta definição, o significado implícito nela é tão altamente relevante que pesquisadores do mundo todo desenvolvem anualmente centenas de estudos com o objetivo de quantificar os efeitos do sedentarismo em nossa sociedade.

Para entendermos um pouco sobre a abrangência que a definição de sedentarismo representa, proponho fazermos um exercício de decomposição e interpretação da frase: "Hábitos de vida com um baixo nível de atividade física".

Hábito: Segundo o dicionário é a inclinação para agir do mesmo modo em determinadas situações, costume. A psicologia define Hábito ainda como: Forma de reação adquirida, que em geral não varia um dos resultados finais da aprendizagem. E para a sociologia é: Modo padronizado de pensar, sentir ou agir, em grande parte inconsciente e automático.

Na definição de sedentarismo o termo hábito está relacionado à vida, ou seja, hábitos de vida, que podemos então reescrever da seguinte forma de acordo com a definição encontrada em dicionário apresentada anteriormente: "Costume de agir do mesmo modo em determinadas situações como resultado final de nosso processo de aprendizagem e que em grande parte fazemos de forma inconsciente e automática". Quero chamar a atenção para os seguintes pontos da definição acima: Resultado final do processo de aprendizagem e fazer algo de forma inconsciente e automática.

Atividade Física: Classifica-se atividade física como qualquer atividade muscular que resulte em substancial aumento do gasto das reservas energéticas, tais como atividades físicas de lazer, ginástica, esporte, tarefas do dia a dia, entre outras (Bouchart e Shephard, 1994 citado por Ferraz e col. 2004). Na definição de sedentarismo a quantidade de atividade física diária é mencionada como estando abaixo do nível desejável, ou seja, o individuo gasta pouquíssima energia em atividades de lazer (passeios por exemplo), em atividade do dia a dia (arrumar a casa ou lavar o carro por exemplo) e quanto mais com ginástica ou esportes.

A preocupação reside no fato de que o individuo tem um baixo gasto de energia nas atividades acima mencionadas e isto se dá por se tratar de um resultado final de um processo de aprendizagem e que a pessoa passa a fazer de forma inconsciente e automática, levando ao sedentarismo e a incidência de doenças crônicas e degenerativas, mas e o que dizer da Educação Física Escolar? Não é através dela que desde as primeiras séries tomamos contato com o mundo dos jogos, dos esportes e da recreação? Não é também a educação física escolar hoje a principal promotora de atividade física devido à falta de espaço e a falta de segurança a que nossos jovens estão submetidos principalmente nas grandes cidades? O processo final da aprendizagem da educação física não deveria ser a adoção de hábitos de vida fisicamente ativos e que o individuo passa a fazer de forma consciente e voluntária?

Em artigo publicado por Guedes e Guedes na Revista Paulista de Educação Física de 1997, estes autores estudaram 144 aulas em 15 diferentes escolas de primeiro e segundo graus de Londrina, Paraná e verificaram que um tempo excessivamente longo é gasto em atividades de transição e organização das atividades ministradas, a pratica de esportes foi a atividade mais freqüentemente selecionada pelos professores, foram oferecidas poucas atividades relacionadas ao desenvolvimento e ao aprimoramento da aptidão física, em nenhum momento os professores recorreram a exposição de conceitos teóricos. Os autores concluíram que modificações nos atuais programas de educação física escolar se faz necessário para que se possa levar os escolares a assumirem atitudes positivas quanto à pratica de atividade física relacionada à saúde.
Com tais preocupações em mente, O Instituto Movere de Ações Sociais que desde 2004 vem atendendo crianças obesas ou com sobrepeso em idade escolar em um projeto denominado Projeto Crescer, percebeu a necessidade da criação de um planejamento de aulas que complementasse a deficiência apresentada pelos nossos alunos e que claramente transcorria da problemática da educação física escolar, tal plano de aulas foi inserido no Projeto Escola que visa levar toda tecnologia desenvolvida no Instituto Movere para o ambiente escolar.

O Plano de Aulas desenvolvido no Instituto Movere privilegia não só as atividades esportivas, mas também jogos pré-desportivos, jogos lúdicos, dança, desenvolvimento de habilidades motoras básicas, desenvolvimento de habilidades viso motoras, apresentação de conceitos teóricos relacionados à atividade física e a saúde. Em última analise este plano de aulas tem por objetivo suprir uma deficiência na formação de professores de educação física que atuam em escolas, ou seja, a experiência e o hábito na elaboração de conteúdos e na preparação prévia das aulas a serem dadas. Nos locais onde nosso plano de aulas foi implantado observou-se aumento no interesse dos alunos em participar das aulas, redução do tempo de espera dos alunos em atividades de transição e organização, e redução no número de faltas às aulas, sobretudo boa parte dos alunos relatam maior conhecimento teórico sobre a importância de hábitos de vida fisicamente ativa e que estão mais dispostos a participar de atividades físicas com amigos quer na escola, em passeios ou em clubes e academias.
Por Marcos S. Carvalho

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