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Bases fisiológicas e metodológicas do exercício pliométrico







Introdução

    O conceito de treinamento pliométrico não é recente na ciência do treinamento desportivo. Conforme argumenta Gambetta (1987), o método de treinamento pliométrico foi inicialmente utilizado por saltadores (altura e triplo) e velocistas do leste europeu por volta dos anos 50, sendo publicado em 1960 (Track Technique, n. 01) um artigo que reportava muitos exercícios de saltos constituintes do programa de treinamento de atletas de salto triplo da Rússia. O treinamento pliométrico parece originar-se do "método de choque" proposto pelo russo Verkhoshanski, o qual já salientava, no final dos anos 50, a capacidade reativa do sistema neuromuscular para acumular energia elástica proveniente do estiramento dos sarcômeros (contração excêntrica) e potencializar essa energia adicional numa subseqüente contração muscular (contração concêntrica) (Verkhoshanski, 1996).

    O termo "pliométrico" vem de "plio" ou "plyo", significando grande, extenso, amplo, e "metric", que pode ser entendido como medir, comparar (Less, Grahan-Smith, 1996); analisando o termo através de uma derivação do grego "pleythyein", tem-se o significado de aumentar (Holmyard, Hazeldine, 1991). Dentro de uma condição fisiológica, conclui-se que a noção de "aumentar" esteja relacionada com a fase excêntrica do movimento, pois será por meio da energia elástica acumulada que o músculo terá condições de desenvolver mais força, "aumentando", assim, a eficiência de uma contração muscular seguinte. Portanto, referindo-se ao processo total de desenvolvimento de força muscular (acúmulo de energia elástica - fase excêntrica - e sua transformação em energia cinética - fase concêntrica), torna-se mais conveniente classificar este processo como um "ciclo excêntrico-concêntrico" de movimento, haja visto que o termo pliometria está mais especificamente ligado à fase excêntrica de contração.

Fisiologia do regime pliométrico e do ciclo excêntrico-concêntrico

    Muitos movimentos esportivos envolvem o estiramento rápido dos músculos (fase excêntrica) antes de ocorrer uma contração explosiva (fase concêntrica). Como exemplo, pode-se citar o movimento de bloqueio de um jogador de voleibol, que, antes de realizar o salto visando interceptar a bola do atacante adversário, realiza um semi-agachamento (contração excêntrica do quadriceps) com o intuito de obter uma melhor impulsão (contração concêntrica). O que se postula é que o alongamento ativo, ou fase excêntrica, aumenta a potência da contração subseqüente (fase concêntrica) do ciclo excêntrico-concêntrico (Maffiuletti et al., 2002; Komi, 1984).

    O efeito de potencialização observado no ciclo excêntrico-concêntrico ocorre como um resultado de dois mecanismos fisiológicos: primeiramente o reflexo de estiramento ou reflexo miotático e, imediatamente após, a liberação de energia elástica dos músculos envolvidos no movimento. A performance de movimentos esportivos que envolvem potência explosiva depende da otimização efetiva destes dois mecanismos. Regimes de treinamento pliométrico e do ciclo excêntrico-concêntrico são utilizados com grande sucesso por possibilitarem estratégias metodológicas de desenvolvimento de força e velocidade (potência = força x velocidade). Antes de se tratar mais pormenorizadamente da metodologia do treinamento pliométrico e do ciclo excêntrico-concêntrico, torna-se fundamental a apresentação do mecanismos de controle destes.

Reflexos proprioceptivos

    Conjuntamente com o fenômeno do armazenamento e utilização da energia potencial elástica, o sistema nervoso também interfere na performance do ciclo excêntrico-concêntrico através da potencialização do reflexo de estiramento (ou miotático) para a ativação muscular (Bosco, Komi, 1979). Häkkinen e colaboradores (1985) postulam que adaptações hipertróficas em decorrência de treinamento pliométrico não são tão pronunciadas mesmo em um treinamento de longa duração (24 semanas), sugerindo que a melhoria na produção de força rápida e explosiva advém de adaptações neurais musculares seletivas, sobretudo.

    Como colocam Moritani e equipe (1988), as evidências experimentais sugerem que a contração excêntrica esteja associada com um padrão de recrutamento de unidades motoras muito menos evidente em comparação com ações concêntricas, devido a um desenvolvimento econômico de tensão particularmente resultante da melhor utilização de energia elástica dos elementos elásticos. A otimização em recrutamento de unidades motoras na fase concêntrica do movimento, no treinamento pliométrico, advém da utilização do reflexo de estiramento, em decorrência do pré-estiramento dos músculos na fase excêntrica (Moynihan, 1983).

    A regulação do movimento, ou controle motor, é efetuada pelo sistema nervoso central por meio da utilização de várias estratégias de feedbacks sensoriais dos proprioceptores. Os receptores das articulações e músculos contribuem para a percepção do indivíduo sobre seu corpo e do próprio movimento executado. Os proprioceptores que atuam de forma preponderante para o desenvolvimento do ciclo excêntrico-concêntrico são os órgãos tendinosos de Golgi e os fusos musculares, os quais controlam os reflexos proprioceptivos nas habilidades motoras por desencadeamento de facilitação, reforçamento ou inibição da contração muscular (Lundin, 1989).

    Os exercícios pliométricos visam ligar as divergências entre a força e a velocidade do movimento para produzir um tipo de movimento de explosão reativa (Chu, Plummer, 1989). Assim, o reflexo de estiramento (ocorrente na fase excêntrica do ciclo excêntrico-concêntrico) provocará a contração do músculo homônimo (o músculo que foi alongado) e dos músculos sinergísticos (motores secundários) e a inibição dos músculos antagonistas (responsáveis pelo movimento de oposição). A velocidade do reflexo de estiramento e o período de transição da fase excêntrica para a fase concêntrica são os fatores determinantes para o ganho máximo em perfomance num movimento explosivo (Fowler et al., 1995).

    Os fusos musculares são um dos receptores intrínsecos mais elaborados do corpo humano, tendo como função geral a transmissão de informação do músculo para o sistema nervoso central. Pelo fato dos fusos musculares possuírem formato fusiforme, devido ao envolvimento por cápsulas de tecido conjuntivo, eles são denominados de fibras intrafusais, em contraste às fibras extrafusais, que são as unidades contráteis regulares do músculo (Alter, 1996). Uma característica notável dos fusos musculares é que sua sensibilidade como mecanorreceptor pode ser ajustável, porque as terminações nervosas sensoriais estão ligadas às fibras intrafusais (no interior do fuso), estas que são passíveis de contração e relaxamento (Mccomas, 1996; Allerheiligen, 1994).

    Através de um grau de estiramento um pouco mais elevado, os fusos musculares invocam um potencial gerador de grande amplitude; quando a despolarização alcança um determinado limiar, resulta-se, então, um potencial de ação que é propagado (o tempo de latência é de 120 ms). A propagação do impulso nervoso se dá pela fibra sensório-aferente do grupo Ia até o motoneurônio-a, ocorrendo uma sinapse direta (monossinapse) na medula espinhal; o motoneurônio-a, que está conectado ao músculo que sofreu estiramento, gera uma resposta motora que permite a contração deste, com uma inibição de seu músculo antagonista. Este processo é denominado de "reflexo miotático" ou "reflexo de estiramento", de extrema importância para o controle do movimento e manutenção da postura (Berne, Levy, 1996; Lees, Graham-Smith, 1996; Lundin, 1989).

    Os órgãos tendinosos de Golgi, diferentemente dos fusos musculares, possuem um efeito aferente-inibitório sobre o músculo. Eles localizam-se nos músculos próximos à junção músculo-tendínea, estendidos em série com as fibras musculares contráteis. Quando as fibras musculares se contraem, há produção de tensão; se a tensão é elevada o bastante, ocorrerá a ativação dos órgãos tendinosos de Golgi, os quais transmitirão um impulso para a medula espinhal visando inibir a transmissão nervosa nos neurônios motores anteriores. Por exemplo, no caso do músculo reto da coxa, quando estirado por um exercício pliométrico potente, haverá a inibição dos motoneurônios-a, por intermédio de interneurônios inibitórios, e a excitação de interneurônios que ativarão os motoneurônios-a dos músculos antagonistas. Este mecanismo é conhecido como "reflexo miotático inverso", sendo uma condição fisiológica protetora para monitorar e prevenir tensões com alto potencial de lesão no músculo (Alter, 1996; Wilmore, Costill, 1994; Lundin, 1989).

    Ao se pensar numa circunstância periodizada de treinamento, onde a pliometria faz parte do plano de treinamento do atleta, postula-se que a diminuição da resposta inibitória dos órgãos tendinosos de Golgi possa atuar como um fator adaptativo de contribuição para a melhoria na performance atlética (Wilson et al., 1994). Por outro lado, atletas que não possuem uma boa mobilidade articular, devido a uma maior rigidez visco-elástica na unidade músculo-tendínea, terão uma maior ação inibitória por parte dos órgãos tendinosos de Golgi e, conseqüentemente, menor rendimento do ciclo excêntrico-concêntrico (Walshe, Wilson, 1997).

    A importância dos reflexos estudados, na perspectiva do treinamento pliométrico e do ciclo excêntrico-concêntrico, relaciona-se com a possibilidade destas duas modalidades de treinamento efetivarem a otimização da relação força-velocidade. Simultaneamente com o estiramento dos fusos musculares, causado pela fase excêntrica do movimento no ciclo excêntrico-concêntrico, haverá a ativação do músculo alongado para a realização de uma contração concêntrica subseqüente; a transição rápida do movimento excêntrico para a fase concêntrica, mediada pela ativação reflexa das unidades motoras, permite a criação de estratégias de treinamento visando o desenvolvimento de força explosiva nos movimentos. Esportes como o voleibol, por exemplo, onde o jogador necessita realizar movimentos explosivos e potentes, tanto das pernas quanto dos braços, pode beneficiar-se do treinamento pliométrico desde que haja uma estreita ligação da utilização desta metodologia com a fase de treinamento e as possibilidades físicas do jogador.

Potencial de armazenamento e utilização de energia elástica

    Os trabalhos inicias desenvolvidos nesta área foram derivados das observações da eficiência mecânica de atividades de corrida e caminhada. Em uma das primeiras publicações, Cavagna e Margaria (1966) chegaram à conclusão de que o trabalho externo executado durante a corrida não era totalmente devido ao encurtamento ativo (fase concêntrica) dos músculos participantes do movimento, mas que uma fração muito consistente deste trabalho originava-se da energia elástica armazenada nos músculos alongados no estado contraído, por meio do impacto das passadas contra o solo. Com isso, o rendimento do trabalho executado pelo componente contrátil após o trabalho negativo (excêntrico) seria maior (Cavagna et al., 1968). Pousson e colaboradores (1990) colocam que um programa de treinamento de força excêntrica induz mudanças na característica do ciclo excêntrico-concêntrico, favorecendo a liberação de energia potencial durante o ciclo.

    O efeito da energia elástica atua de forma diferenciada ao comparar-se corrida e caminhada. Na caminhada, bem como no ciclismo, o papel do maquinário contrátil (interações das pontes cruzadas de actina e miosina) parece prevalecer sobre o potencial de utilização de energia elástica dos elementos musculares em série e paralelo (Cavagna, Kaneko, 1977). O motivo disso pode estar relacionado com as características de velocidade das atividades: em baixa velocidade, como no caso da caminhada, o componente contrátil torna-se responsável pela geração de potência na contração muscular, pois a demora na transição entre fase excêntrica e fase concêntrica pode levar à dissipação da energia armazenada nos elementos elásticos em forma de calor; já, quando o movimento é executado em velocidade elevada (25-34 Km/h), uma apreciável fração do trabalho externo parece ser sustentada, sobretudo, pela energia mecânica estocada nos "elementos elásticos em série" durante o alongamento ativo (fase excêntrica), que é liberada imediatamente na fase de trabalho positivo (Moura, 1988; Cavagna et al., 1971; Cavagna, 1970).

    A questão sobre a efetiva participação dos elementos elásticos na contribuição em rendimento final do ciclo excêntrico-concêntrico foi um dos primeiros pontos solucionados nesta linha de pesquisa. Como colocaram Cavagna e Citterio (1974), poucas dúvidas existem na aceitação de que um alongamento ativo prévio pode modificar as características elásticas do músculo contraído e gerar um maior potencial de força. Além do mais, como já apresentado, o pré-estiramento aplicado ao músculo ativo antes da realização de uma contração concêntrica terá alguns efeitos facilitatórios sobre o maquinário contrátil muscular. Em adição ao fenômeno puramente elástico (mecânico), o pré-estiramento tende também a causar uma melhor eficiência na mobilização da energia metabólica pelo componente contrátil (Aura, Komi, 1986). O que se pressupõe é que o alongamento de um músculo ativo (fase excêntrica do ciclo excêntrico-concêntrico) pode alterar a conformação das pontes cruzadas, impedindo que muitas dessas sejam ativadas tal como em condição normal de uma ação concêntrica (Edman et al., 1978). Assim, a tensão gerada pelo alongamento "carrega" os elementos elásticos do músculo com o acúmulo de energia elástica, o que otimiza a contração subseqüente sem a necessidade adicional de energia química.

    Os músculos são constituídos de três componentes mecânicos independentes, os quais são classificados de acordo com sua natureza elástica ou viscosa (Alter, 1996; Duke, 1990; Lundin, 1990; Cavagna, 1977; Hutton, 1977):

Elementos elásticos em série

    São os componentes do sistema músculo-esquelético que mais contribuem para a estocagem de energia elástica. Atuam como estruturas que absorvem a força gerada pelos músculos na fase excêntrica, transferindo-a para a contração concêntrica. Como o próprio termo diz, tais elementos elásticos encontram-se em série com o componente contrátil (sarcômero), juntos às pontes cruzadas de actina e miosina. Alongando um músculo relaxado, não haverá tensionamento dos elementos elásticos em série, porque o maquinário contrátil ao ser encurtado em condição de repouso não realiza oposição com uma apreciável força ao alongamento; por outro lado, um músculo que é alongado ativamente põe sob tensão os elementos elásticos em série, pois os componentes contráteis resistem ao alongamento com elevada força. A função mais importante dos elementos elásticos em série reside em regular rapidamente as mudanças em tensão no músculo, sendo os tendões e/ou as linhas Z dos sarcômeros as prováveis estruturas anatômicas deste tipo de elemento elástico.

Elementos elásticos em paralelo

    Estão postos sob tensão ao longo do comprimento do músculo, numa conformação paralela ao mecanismo contrátil. Eles são responsáveis pela força registrada quando o músculo, em estado inativo (relaxado), está alongado além de seu comprimento de repouso. As estruturas que podem constituir os elementos elásticos em paralelo são o sarcolema, sarcoplasma, epimísio, perimísio e endomísio.

Elementos contráteis

    São as proteínas que constituem o sarcômero, a actina e a miosina. Têm como função realizar a contração do músculo por meio de suas sobreposições.

    O potencial de armazenamento de energia elástica pelos músculos parece diferenciar-se entre homens e mulheres. Komi e Bosco (1978) estudaram a performance de saltos verticais em diferentes amplitudes de alongamento sobre os músculos extensores da perna em condição ativa, com o objetivo de investigar as possíveis diferenças na capacidade de armazenamento e utilização de energia elástica entre homens e mulheres de condições físicas compatíveis. Os saltos utilizados foram: 1) iniciando da posição com o joelho flexionado sem contra-movimento preparatório para o salto (contra-movimento é o flexionamento dos joelhos para obter maior impulso); 2) iniciando da posição ereta com contra-movimento subseqüente; 3) iniciando da posição ereta sob diferentes alturas e realizando uma queda em plataforma de força para a execução do salto subseqüente. Desta forma, nas três condições de saltos, diferentes cargas de alongamento foram propiciadas aos músculos extensores da perna antes da execução da fase positiva do salto vertical. Os resultados mostraram claramente que os homens possuem uma maior performance em relação às mulheres em todas as condições experimentais, o que pode ser atribuído às diferenças gerais de força-velocidade existentes entre os sexos. Porém, um resultado surpreendente surgiu quanto ao potencial de utilização de energia elástica. As mulheres deste estudo foram capazes de utilizar aproximadamente 90% da energia absorvida na fase de alongamento, ficando os homens possibilitados em aproximadamente 50%.

    Uma possível explicação para a diferença entre sexos na utilização da energia elástica pode estar relacionada às diferenças em dimensões corporais. Fatores como a capacidade de se executar saltos, principalmente em profundidade (fator dependente de treinamento), e uma possível variação populacional na condição de armazenar energia elástica podem influenciar a performance dos saltos (Bedi et al., 1987).

    Uma interessante questão que merece atenção é sobre a capacidade de armazenamento de energia elástica em fibras musculares de contração lenta e contração rápida. Bosco e colaboradores (1982) examinaram a hipótese de que a utilização de energia elástica pode ser diferente entre fibras tipo I e tipo II, por possuírem tempos diferenciados de formação das pontes-cruzadas. O comportamento dos elementos elásticos e das pontes-cruzadas nos dois tipos de fibras musculares, em relação ao potencial de armazenamento e otimização da energia elástica, parece variar de acordo com as diferenças visco-elásticas das fibras e com a velocidade do movimento. Assim, os resultados da pesquisa abordada mostraram que grupos de fibras lentas (tipo I) possuem maior potencialização em saltos de larga amplitude de movimento do que grupos de fibras de contração rápida (tipo II). Isso se dá pelo fato de que um longo tempo de acoplamento (como o que ocorre em saltos dotados com movimentos amplos) favorece as fibras de contração lenta para reter a energia elástica sem que haja desacoplamento das pontes-cruzadas. Da mesma forma, ao considerar um salto com movimentos rápidos, este será favorecido pelo recrutamento mais urgente de fibras do tipo II.

    Shadmick (1990) estudou as alterações morfo-funcionais de tendões quanto ao potencial de estocar energia elástica, relacionando-as em termos da idade. Os tendões, descritos como uma característica "mola" biológica, são formados, principalmente, por fibrilas paralelas de moléculas de colágeno com ligações cruzadas covalentemente, vindo a ter alterações em densidade, estrutura molecular e propriedades mecânicas em função da idade. As mudanças em comportamento funcional dos tendões e de outras estruturas conjuntivas, que ocorrem com o envelhecimento ou com uma nova sobreposição tecidual, estão relacionadas com alterações dos parâmetros morfológicos e bioquímicos. Incluem: aumento no conteúdo colagenoso, aumento no diâmetro das fibrilas, estabilização das pontes cruzadas covalentes e decréscimo no conteúdo de água. Tais alterações são benéficas para melhor potencialização da energia elástica dos músculos até um certo limiar, pois nas fases inicias do desenvolvimento de tendões e tecidos cartilaginosos a menor estabilização dos componentes não propicia a sustentação de elevados níveis de estresse mecânico. Será a modificação excessiva no padrão morfo-bioquímico que conduzirá redução na eficiência funcional.

    A capacidade de executar contrações excêntricas parece ser influenciada pela idade. Embora massa muscular e força declinem em função da idade, o decréscimo relativo no torque máximo exibido no envelhecimento durante contrações excêntricas é menor do que para contrações concêntricas. Essa dissociação pode ser influenciada pelo declínio na força específica muscular com a idade, mas é mais provável ser uma conseqüência de diferenças nas estratégias usadas pelo sistema nervoso central para controlar ações excêntricas e concêntricas (Enoka, 1997).

Considerações metodológicas sobre o treinamento pliométrico e do ciclo excêntrico-concêntrico

    O emprego do treinamento pliométrico pode ser um poderoso instrumento para aumentar perfomance de salto (Matavulj et al., 2001). Contudo, a aplicação de exercícios pliométricos na estrutura do treinamento atlético requer o conhecimento de várias condições que podem melhorar ou até mesmo afetar de forma negativa a performance do atleta. As principais considerações metodológicas serão apresentadas, a seguir.

Aquecimento

    O aquecimento é de extrema importância antes de uma sessão de exercícios pliométricos. Como tal modalidade de exercício implica na realização de alongamento ativo de grupos musculares específicos, o que pode produzir maior lesão nas fibras musculares (Hunter, Faulkner, 1997), torna-se imprescindível que o estresse visco-elástico da musculatura esteja reduzido. Esta redução é possível através do aumento da temperatura muscular localizada. O menor potencial de estresse visco-elástico permite que os músculos executem movimentos de maior amplitude (Alter, 1996).

    Após a realização de exercícios de aquecimento e alongamento adequados com o objetivo da tarefa principal a ser desenvolvida na sessão, pode-se executar movimentos pliométricos dentro de um baixo limiar de estiramento dos músculos, a fim de permitir um melhor condicionamento para a prática de maior requerimento do sistema músculo-esquelético. A execução inadequada do aquecimento e alongamento pode conduzir um estiramento lesivo da musculatura, bem como até a ruptura de ligamentos e tendões solicitados no movimento pliométrico (Holmyard, Hazeldine, 1991). Vale também ressaltar que um aquecimento excessivo da musculatura pode alterar o padrão de recrutamento das unidades motoras, levando a um aumento na duração do ciclo excêntrico-concêntrico e decréscimos na produção de força muscular e na altura do centro de gravidade corporal (Oksa et al., 1996).

Especificidade e individualização

    O programa pliométrico deve envolver ações e intensidades similares aquelas envolvidas no esporte específico, estando a seqüência de exercícios voltada às necessidades e possibilidades de execução de cada atleta. A atividade pliométrica desenvolvida para iniciantes deve enfatizar, antes mesmo de se preocupar com cargas de treinamento, a aprendizagem das diferentes técnicas de salto. A efetividade da transferência da fase excêntrica para a fase concêntrica do movimento é fator decisivo para a ocorrência dos efeitos positivos do treinamento pliométrico, devendo o técnico esportivo ficar atento se o posicionamento dos membros superiores e inferiores, o modo de contato dos pés com o solo na fase de amortecimento, bem como outros detalhes técnicos estão adequados de acordo com a especificidade do salto executado (Holmyard, Hazeldine, 1991).

    Conforme salienta Bobbert et al. (1987a), a técnica do movimento poderá influenciar a biomecânica do salto. A aprendizagem correta dos movimentos técnicos dos saltos permitirá ao atleta otimizar a execução dos exercícios de forma mais hábil e veloz, o que resultará em uma melhor condição para o desenvolvimento de potência muscular.

Transferência de capacidade atlética

    Uma variedade de métodos de treinamento pode ser empregada para melhoria da performance atlética (Blattner, Noble, 1979). No caso de movimentos que exigem explosão muscular, a otimização pode se dar através da utilização da pliometria numa carga de treinamento que maximize o rendimento mecânico do exercício. Delecluse e equipe (1995) observaram que a inclusão de exercícios pliométricos (técnicas de salto, como, por exemplo, saltos verticais, skipping, hopping, entre outros) numa estrutura de treinamento de 9 semanas é eficiente para aumentar a aceleração inicial de um sprint e velocidade máxima de corrida na prova dos 100 metros rasos, em virtude, principalmente, de mudanças adaptativas do sistema nervoso.

    A velocidade e a especificidade de movimento dos exercícios pliométricos treinados podem ser consideradas os fatores principais para a transferência de potência ao rendimento atlético. Deve ser levado em conta também o tempo de transição entre a fase excêntrica e a fase concêntrica: experimentos demonstraram que uma pausa de duração de 0.35 s pode ocasionar um déficit de 25% do benefício de potencialização do reflexo de estiramento, enquanto que um atraso de 0.9 s na transição excêntrica-concêntrica pode reduzir o efeito do reflexo de estiramento em até 52% (Wilson et al., 1991).

Treinamento de base de força

    Para que haja a implementação do exercício pliométrico na estrutura geral do treinamento, o atleta deve possuir uma adequada base de força muscular. A determinação da condição atlética para o desenvolvimento de exercícios pliométricos de grande demanda funcional do sistema músculo esquelético pode ser averiguada por meio de uma regra geral: se o atleta executar um agachamento completo com sobrecarga 1 ½ (uma vez e meia) maior do que seu peso corporal, ele terá condições de desenvolver um regime de treinamento de saltos profundos em altura mais elevada ou de utilizar sobrecarga adicional para a execução dos movimentos (Brittenham, 1992). Sem um nível de mobilização de força adequado, o atleta corre o risco de lesionar-se através da elevada tensão desenvolvida nos músculos e tendões durante as ações pliométricas.

    Boocock e equipe (1990) analisaram a mudança em estatura seguindo a realização de saltos em profundidade. Uma significante compressão dos discos intervertebrais de 1.74mm ocorreu após a execução de vinte e cinco saltos em profundidade, realizados de uma altura de um metro. Estes resultados mostram que os exercícios pliométricos, apesar de serem efetivos para obtenção de performance e potência, ocasionam grande estresse mecânico para os sistemas posturais. A superfície de contato dos pés, assim, deve ser de material semi-elástico, que permita ao atleta responder maximamente ao contato feito, mas que ao mesmo tempo reduza o potencial de impacto e as chances de lesão.

    Uma outra questão que merece atenção é sobre a participação de crianças e adolescentes em programas de treinamento pliométrico. Deve ser levado em conta o padrão de desenvolvimento do sistema músculo-esquelético da criança, uma vez que o crescimento ósseo ocorre anterior ao desenvolvimento da musculatura. Estudos colocam-se contra a realização dos treinamentos pliométricos, sugerindo que crianças são incapazes de produzir elevada quantidade de força excêntrica devido a imaturidade do sistema nervoso central e do baixo limiar para os efeitos inibitórios dos órgãos tendinosos de Golgi (Less, Graham-Smith, 1996). Contudo, não se pode negar que as crianças brincam naturalmente de corridas e saltos, executando de forma não sistemática exercícios pliométricos. As crianças envolvidas em um programa de treinamento podem ser introduzidas ao regime pliométrico por meio da sistematização das suas próprias brincadeiras, sem a preocupação da implementação de cargas de saltos .

Estrutura da sessão de treino

    A intensidade, volume e freqüência do treinamento pliométrico variam como uma função do nível de treinamento do atleta e do requerimento específico da modalidade esportiva. Toda ação pliométrica deve ser executada em máximo esforço e velocidade, caracterizando, portanto, uma máxima intensidade (por isso que é fundamental que o atleta tenha uma condição básica para desenvolvimento de força).

    Um ponto que merece atenção na elaboração do treinamento pliométrico com saltos em profundidade é a altura de queda do salto. A utilização de uma altura de queda inadequada pode trazer conseqüências como alteração na biomecânica do salto, ineficiência no padrão de transmissão de forças, dificuldade na coordenação do salto e até riscos mais pronunciados de lesão no tendão de Aquiles e estruturas articulares (Bobbert et al., 1987b; Bobbert et al., 1986; Hudson, 1986). Apesar do trabalho clássico de Verkhoshansky (1973) ter estabelecido alturas padronizadas para o desenvolvimento de força rápida (0,75 m) e força máxima (1,10 m), outras estratégias para obtenção das alturas necessitam ser buscadas. Mil-Homens e Sardinha (1989) citam um estudo que procurou determinar relações existentes entre a altura ideal de queda, o peso do atleta e sua impulsão vertical. A altura ideal de queda deriva-se da equação de Lewis (McComas, 1996):

Cálculo

    P x Kgm.s-¹= 2.21 x peso corporal x raiz quadrada de D (diferença entre a distância de salto vertical, sem tomada de impulsão com deslocamento em passos – apenas o salto vertical - da primeira marca até a segunda em metros)

    Verkhoshansky (1973) ressalta que o número de saltos em profundidade numa sessão de treino depende da qualificação e da preparação do atleta: atletas preparados não necessitam executar mais do que quarenta saltos na sessão de treino pliométrico, que deve ocorrer duas vezes por semana; atletas com menor potencial físico não devem ultrapassar de vinte a trinta repetições. Holmyard e Hazeldine (1989) enfatizam que é importante um adequado período de recuperação entre as seqüências dos exercícios consecutivos, podendo variar de um a dois minutos conforme a exigência da tarefa. Finalizando, uma recomendação importante é que a modalidade pliométrica de treinamento não deve ser utilizada como proposta de programa de condicionamento físico para indivíduos que buscam melhoria nas condições gerais de saúde (Howley, Franks, 1997).

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Autor:

Joaquim Maria Ferreira Antunes Neto*

Roberto Vilarta**



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