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Movimento global sem precedentes quer acabar com sedentarismo infantil







Editora Globo
Com uma piscina vazia ao fundo, ela diz que usaria os 5 anos a mais de vida para construir um helicóptero de madeira //Crédito: Reprodução

"A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda." Essa frase do poeta Mário Quintana é daquelas tão boas, tão geniais, que chegam a ficar óbvias depois de um tempo. Mário nasceu em 1906. De lá pra cá, a sociedade progrediu muito, se espreguiçou muito e, no final das contas, ficou praticamente parada. Um movimento internacional chamado Designed To Move (Desenhado Para Se Mexer) quer chamar a atenção do mundo antes que seja tarde. E aposta na força das estatísticas pra reverter esse quadro.

Muito se fala de como essas novas gerações são sedentárias. De como elas deixam de jogar bola, de brincar de amarelinha, de pular corda, pra ficar no quarto jogando videogame, afundados no smartphone, enterrados na internet. Ok, todo mundo vê que isso acontece, mas talvez falte um pouco de embasamento técnico e teórico para comprovar essa tendência. Talvez falte estatísticas. Que tal essa? As crianças de 10 anos de agora são a primeira geração da História que devem viver menos que seus pais.

De acordo com um relatório organizado pelo projeto, essa geração irá viver 5 anos a menos por causa do sedentarismo. Nesse vídeo (todo em inglês, mas com participação de uma menina brasileira), crianças dizem o que fariam com esses 5 anos a mais. O resultado é bem emocionante e dá vontade de sair por aí pegando a criançada pela mão e levando pra uma partida de queimada na praça.

Em menos de duas gerações, o nível de atividade física da população do Reino Unido caiu 20%, nos EUA esse número sobe para 32%. A China, país que mais cresce em termos econômicos, também é campeã do sofá: em apenas uma geração, o sedentarismo cresceu 45%. Resultado: em 2012, 5 milhões de pessoas morrerão por causa do tabagismo. Adicione mais 300 mil seres humanos mortos e você terá o número de óbitos causados pela falta de atividades físicas. Em 2020, os americanos irão se exercitar tão pouco que a diferença entre dormir 24 horas ou manter as atividades cotidianas durante o dia será ínfima.

O principal prejuízo é financeiro, mas quando estamos falando de um movimento global, que pretende mudar o hábito de centenas de milhões de pessoas, é preciso fazer o pessoal sentir no bolso. Então vamos lá. Em 2008, os EUA gastaram 147 bilhões de dólares para combater problemas relacionados ao sedentarismo. Essa cifra é duas vezes maior que o orçamento para educação no país. Na China, foram 20 bilhões. Aliás, não é coincidência que 92% das crianças chinesas não façam nenhum tipo de atividade física fora da escola.

Boa parte das soluções propostas pelo relatório passam pela escola. Reforçar sempre a importância da educação física é necessário, mudar a mentalidade da criançada é essencial. O Designed To move propõe que a ideia de derrtoado/vencedor só atrapalha, a saída é focar no melhor de cada um. Não há como ignorar o fascínio provocado pelos gadgets, cada vez mais intuitivos e mais fáceis de serem usados por crianças, até bebês. A solução, então, é levar as inovações digitais pra dentro do esporte, evitando a inútil competição entre tecnologia e atividade física. Facilitar o acesso à quadras e praças também é uma das propostas listadas no relatório. Para conferir a íntegra do documento, clique aqui.  

Quanto mais o país enriquece, mais sedentário fica – no Brasil, a obesidade infantil aumentou 3 vezes nos últimos 20 anos. Talvez por causa de dados como esse, nosso país tem voz ativa no movimento. O Ministério do Esporte, a Universidade de São Paulo e até o SESC (Serviço Social do Comércio) estão engajados na causa que tem até Bill Clinton dando como um de seus apoiadores. A lista de envolvidos é enorme(e você pode fazer parte dela!), mas quem assina o relatório é a Nike, o American College of Sports Medicine (Organização Americana De Medicina Esportiva) e o International Council os Sport Science And Physical Education (Conselho Internacional de Ciência Esportiva e Educação Física).

Fonte: Revista Galileu


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