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O profissional que trabalha com gestão esportiva







1.     Gestão esportiva
    Segundo Zouain e Pimenta (2003), a gestão esportiva existe há muitos séculos, desde os gregos, quando Herodes, Rei da Judéia, foi presidente honorário de jogos que atraíam multidões para ver os combates entre os gladiadores ou animais, quando uma cerimônia maravilhosa abria as competições, seguidas de disputas atléticas que serviam de entretenimento para milhares de pessoas.
    Nos dias de hoje o conceito de gestão esportiva incorporou-se ao conhecimento acadêmico e, com bases neste apontamento, vamos compreender o que é o termo gestão esportiva. Segundo Parkhouse (1996) apud Zouain e Pimenta (2003)
    "A gestão engloba todas as áreas relativas ao esporte tais como: turismo, hotéis, equipamentos, instalações, investimentos públicos e privados no setor de fitness, merchandising, esportes escolares e profissionais. Enquanto a administração esportiva seria mais limitada e sugere um foco nas relações esportivas escolares". (p.6 )
    Zouain e Pimenta (2003) ainda destacam a visão de Parkhouse (1996) sobre gestão esportiva, onde esta se compõe de dois elementos básicos: esportes e gestão. Conseguir as coisas executadas por meio das pessoas e com elas via planejamento, organização, direção e avaliação (controle), é a definição contemporânea de gestão esportiva.
    Podemos então compreender que a gestão esportiva inclui as funções de planejamento, organização, direção e controle no contexto de uma organização com o objetivo de prover atividades esportivas e de fitness, bem como produtos e serviços.
2.     Formação acadêmica do gestor esportivo
    Primeiramente, como conceito histórico, em 1985 o governo brasileiro se preocupou com a formação em administrador esportivo quando o Conselho Regional de Desportos montou uma comissão de Reformulação do Desporto integrada às áreas ligadas a Educação Física e ao desporto. Dentre outros assuntos e considerações, o documento indicava que uma das formas de desenvolvimento do esporte seria a preparação de recursos humanos capazes de estimular e coordenar programas dessa manifestação em comunidades.
    A área de Administração Esportiva, de acordo com Bastos (2004), envolve a aplicação dos conceitos e teorias gerais da Administração ao Esporte e aos diferentes papéis que ele desempenha na sociedade contemporânea. Seu estudo engloba conhecimentos multidisciplinares, que passou a ser divulgado com maior consistência a partir dos anos sessenta do século passado.
    Através da grandeza que o esporte tem no contexto social dos dias de hoje, estão também envolvidos, de maneira geral, além dos conceitos e teorias da Administração, conhecimentos relativos à Economia, Marketing, Legislação e Política.
    Segundo Parkhouse (1996) citado por Zouain e Pimenta (2003), a carreira de gestor esportivo tem sido fundamentada em cursos de graduação e especialização, em dois pilares de sustentação: a Educação Física e a Administração.
    Neste contexto, diferentes universidades, faculdades, entidades profissionais, sindicatos, dentre outras passaram a oferecer de maneira significativamente crescente a disciplina Administração Esportiva e cursos de administração esportiva no nível de extensão universitária, de especialização, de curta duração, para públicos das áreas de educação física e esporte e não profissionais que atuam em organizações esportivas. (BASTOS, 2004)
    A especificidade das características que o esporte assume de acordo com Rezende (2000); Pires e Lopes (2001); Pitts (2001); Souci (2002), citado por Bastos (2004), conforme o setor social em que está inserido – privado, público ou terceiro setor – leva à necessidade da inclusão na formação do futuro profissional da administração esportiva de estudos e aprofundamentos em outras áreas como: medicina; psicologia e sociologia do esporte; comunicação, tecnologia, contabilidade, relações públicas, promoção de eventos, turismo e lazer, entre outras.
    Diante da identificação dessas necessidades os autores acima citados, discutiram as qualificações pessoais necessárias aos profissionais desta área e apresentaram a tabela abaixo inspirada por Le Boterf exposto por Fleury (2002).
Apud VIEIRA, 2007
    Assim, vemos que não basta ao profissional ter um conhecimento acadêmico, diversas experiências profissionais, habilidades ou capacidades específicas. Estes fatores são de extrema importância, juntamente com as características pessoais para o sujeito e a organização em que irá atuar. Ou seja, a maneira que o indivíduo interage com a organização é de suma importância para uma definição de competência.
3.     O mercado de trabalho
    Segundo Vanderzwaag (1998) citado por Zouain e Pimenta (2003) para a área profissional as várias definições encontradas permitem observar as infinitas possibilidades de atuação profissional na gestão esportiva. Eles também identificaram uma variedade de situações esportivas, como programas de recreação esportiva comunitária, programas industriais esportivos, programas esportivos militares, patrocinadores corporativos (ex.: Torneio XYZ Internacional de Tênis), indústria de artigos esportivos e desenvolvimento de programas esportivos (Associações, Fundações e Institutos), agências sociais (ACM, SESC, SESI, SENAC, etc.), mídia esportiva e programas acadêmicos em gestão esportiva.
    Os campos de atuação do profissional gestor esportivo são variáveis, de acordo com a cultura, organização e as políticas de cada país ou região. No Brasil, seguindo o estudo elaborado por Rezende (2000), também podemos verificar os principais grupos de locais de atuação do gestor esportivo: nas organizações que existem em função da atividade física, esportiva e de lazer que, como exemplo, podemos apresentar os centros de treinamento e escolinhas; academias e clubes; ligas, federações e confederações, etc.; o segundo grupo de atuação compreende aquelas que possuem valores voltados para a atividade física, esportiva e de lazer – exemplo: prefeituras, governos estaduais, governo federal, clubes sociais, entidades representativas (SESC, SESI, sindicatos), hotéis, academias, shoppings, etc.
    A função de gestor esportivo, de acordo com Rezende (2000), exige profissional que tenha conhecimento sobre a área de gestão, mas também requer o conhecimento específico do setor ao qual está voltado, ou seja, como ele se organiza de maneira geral.
    Para tanto, é necessário que a pessoa que for ocupar essa vaga seja um profissional que entenda a estrutura da organização em relação à parte prática. E quem melhor para entender desse componente especifico do que o professor que já tenha atuado dando aulas sobre a modalidade em questão na organização? Quanto ao cargo de coordenador/gestor, estas funções deveriam ser ocupadas por profissionais especializados também em Administração Esportiva.


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