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Competências profissionais em um gestor esportivo






    De acordo com Feustel (2004), profissionais como engenheiros, educadores, médicos, etc., que conhecem suas respectivas especialidades, quando passam a empreender o seu próprio negócio, como na abertura de uma empresa ou ainda, por promoções de cargos à nível superior em empresas / instituições como supervisor, gerente, coordenador ou diretor, precisam transformar-se em gestores adquirindo novos conhecimentos e posturas que suas especialidades não lhes ensinaram.

    Eles necessitam, neste caso, adquirir novas competências, que podem ser definidas como "um conhecimento, habilidade, ou atitude necessária para desenvolver apropriadamente uma atividade para se alcançar o sucesso na vida profissional". (BUTLER citado por ZOUAIN e PIMENTA, 2003, p. 12) ou ainda, "competência é a inteligência prática de situações que se apóia nos conhecimentos adquiridos e os transforma com tanto mais força quanto maior for a complexidade das situações". (FLEURY, 2002, p. 22).

    Além da citação acima, Fleury (2002) ainda comenta que competência também é um saber agir responsável e reconhecido que implicam mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos, habilidades, que agregue valor econômico a organização e valor social do individuo.

    Os profissionais da área consideram que a combinação entre talento e organização tende a levar ao sucesso, à certeza da obtenção de resultados expressivos, desde que organização seja entendida como a sinergia entre trabalho em equipe, liderança e planejamento.

    De acordo com Vieira (2007), o profissional brasileiro esperado no Brasil é muito semelhante ao que já é encontrado em atividade em nosso país, citando assim diversas referências, que identificam estas competências necessárias que buscamos neste estudo, e apresentamos a seguir:

Conhecimento esportivo

    Segundo Parks (1998) citado por Zouani e Pimenta (2003), as responsabilidades dos gestores esportivos podem ser divididas em quatro "clusters": Atividades de Gerência geral; Gerência organizacional; Gestão de informações e; Ciências do esporte e exercício. Ou seja, uma das responsabilidades citadas refere-se ao conhecimento que o profissional deve ter sobre as ciências do esporte e as atividades em geral, claro que com ênfase em sua área de atuação, porém munindo-se de conhecimento nas demais vertentes.

    Vieira (2007) afirma que algumas escolas formam o educador físico conhecedor do esporte em todas as suas vertentes. Ou seja, munindo-se destes conhecimentos, o profissional torna-se apto a lidar com qualquer tema relacionado ao esporte e entender as atividades do negócio.

    Para o Dr. Eduardo Viana, segundo trecho citado por Zouain e Pimenta (2003) o gestor esportivo que tentar ingressar neste mercado sem conhecimento de esportes, ou mesmo sem ter vivenciado o ambiente, sofrerá a mais dura restrição, ou de acordo com suas palavras: "o novo profissional sofrerá dura resistência para ingressar no mercado, desde que já tenha algum vínculo com o ambiente esportivo, pois aquele que não o possui, não sofrerá resistências, na verdade, será repelido". (p. 23)

A arte de negociar

    A habilidade em negociação é uma importante e necessária competência para o gestor atingir seus objetivos, tomando decisões racionais eficazes no seu negócio. Segundo Vieira (2007), a negociação racional não nasce com a pessoa, mas faz parte de um processo de aprendizagem que ocorre em sua formação moral e acadêmica.

    O educador físico deve procurar adaptar o poder de negociação das aulas em colégios, dos treinos implantados, dos objetivos a serem alcançados, seria praticar sua função de gerenciar negócios. Transpor esse negociar diário junto com o aprendizado das particularidades do conhecimento em negócios, pode ser uma boa estratégia futura. (VIEIRA, 2007, pg. 9).

    Zouain e Pimenta (2003) também enfatizam a importância da comunicação deste gestor, registrando que é a habilidade para interagir a redação e o discurso de forma clara, concisa e de maneira a se alcançar um objetivo. A promoção de eventos esportivos é uma função que exige alto nível de comunicação, por exemplo, juntamente com seu poder de negociar.

Planejamento estratégico

    O planejar consiste na antecipação e organização de ações futuras. Quando falamos de planejamento estratégico, falamos de um processo gerencial que diz respeito à formulação de objetivos para a seleção de programas de ação execução.

    Segundo Vieira (2007) deve-se respeitar premissas a fim de que o processo tenha coerência e sustentação. O profissional de educação física planeja as suas intervenções e propõem objetivos a serem alcançados, controlando se os resultados parciais desses objetivos estão sendo alcançados, fazendo os ajustes necessários. Sendo assim, ele está propício a adaptar as suas relações de planejamento para a capacitação do gestor.

    O ato de planejar é decidir antecipadamente o que se pretende fazer, antes da efetivação do trabalho, enxergando de forma clara o futuro, prevendo cada ação necessária, os meios envolvidos com o tempo de execução, para conseguir atingir os objetivos com sucesso (REZENDE, 2000).

    Ou seja, o planejamento estratégico trata-se do ato de saber identificar oportunidades futuras e possíveis ameaças, para si e para o cliente.

Tomada de decisão

    O processo de tomada de decisão, de acordo com Vieira (2007) resume-se em pensar na escolha mais coerente que irá proporcionar um retorno satisfatório à organização. Para isto, o indivíduo necessita obter informações completas sobre o problema, realizar análise das possibilidades da situação e criar critérios que sirvam como parâmetro durante o processo de tomada de decisão, a fim de se obter saldo favorável à organização.

    O processo decisório pode ser desenvolvido no educador, na medida em que a criatividade permeia suas ações. As etapas podem ser aprendidas e treinadas em qualquer indivíduo que tenha que lidar com solução de problemas.

    A complexidade das relações humanas no sistema gestor e sua implicação na tomada de decisões, fator este primordial da gerência, segundo Feustel (2004) torna a gestão uma arte. A menor decisão que é tomada, ainda que a nível individual, de grupo ou de instituição, afeta a qualidade de vida, obedecendo ao que se pode chamar de elementos de gerenciamento.

Aprender a conviver com reclamações e críticas

    Os seres humanos, por si próprios, são por muitas vezes exigentes, até demais com ocorrências de seu dia a dia, porém temos que aprender a lidar com as reclamações e críticas que surgem dentro da organização. Muitas atitudes, apesar de bem fundamentadas, não irão agradar a todos, então o gestor esportivo deve saber conviver com as freqüentes barreiras e críticas de seu trabalho e/ou atitudes (VIEIRA, 2007).

    Porém a maior crítica que deve ser vista com muita atenção é a que vem do consumidor de seus serviços. Conforme registros de Vieira (2007) o gestor deve sempre buscar atender sua clientela, ou seja, na medida do possível, o cliente "sempre tem razão". Saber lidar com as reclamações é uma das competências mais exigidas no mundo dos negócios.

Conhecimentos legais e jurídicos básicos

    Vieira (2007) destaca que todo profissional deve conhecer a legislação que o cerca, a autonomia de exercer a profissão necessita disso. O conhecimento sobre a legislação especifica para empresas deve ser adquirido pelo educador físico, já que ele tem conhecimento sobre as leis esportivas e de incentivo fiscal, que o ajudará na próxima competência.

    É de extrema importância para qualquer profissional ter conhecimento básico das leis e normas pertinentes à sua área de atuação, para a própria segurança de seus clientes e de sua organização.

Captação de recursos

    O profissional de educação física deve ter conhecimento do produto com que está trabalhando, assim como o público que o atinge. De acordo com Vieira (2007) para o profissional captar os recursos e deixar o financiador do projeto seguro das atividades físicas que serão aplicadas, o profissional tem que transmitir segurança e possuir técnicas para apresentação dos projetos, além de caminhar de acordo com as exigências de seu negociador.

    Estas técnicas para o profissional de educação física ficam mais fáceis, pois no decorrer do curso terão a possibilidade de se comunicar em público, faltando apenas algumas técnicas específicas que serão adquiridas com o passar de sua graduação.

Atenção em motivar seus subordinados e funcionários

    A competência em questão é realizada pelo educador físico com facilidade, pois, diariamente seus funcionários são motivados a estarem fazendo o que lhes foi proposto, estimulando-os a melhorar em determinados momentos. Ou seja, a motivação começa a partir do estimulo que lhe é passado através de seu gestor.

    Segundo Zouain e Pimenta (2003) as organizações precisam de gestores que estejam preparados a ajudar seus proprietários e/ou dirigentes e sua equipe principal (times) a formular e alcançar suas metas e objetivos.

    Essa competência é tão evidente nos educadores físicos que é comum estes ministrarem palestras a demais indivíduos, por ser uma característica da profissão em si.

Supervisão de recursos humanos

    Nos dias de hoje, separar a existência do ser humano do seu ambiente de trabalho é uma missão impossível. De um lado, o trabalho toma a maior parte do tempo da vida das pessoas, que dependem dele para sua subsistência e sucesso pessoal. Já as organizações dependem diretamente dessas mesmas pessoas para operarem, produzirem, atenderem seus clientes, prestarem serviços; enfim, dependem essencialmente das pessoas para funcionarem e assim obterem seu estimado lucro! (CHIAVENATO, 1999).

    A Administração de Recursos Humanos, de acordo com Dessler (1998) citado por Chiavenatto (1999a), é a função administrativa devotada à aquisição, treinamento, avaliação e remuneração de empregados. Todos os gerentes são, em certo sentido, gerentes de pessoas, porque todos estão envolvidos em atividades como recrutamento, entrevistas, seleção e treinamento.

    Vieira (2007) afirma que uma das funções mais difíceis é a supervisão de recursos humanos, a de saber delegar e cobrar funções, pois engloba uma gama de competências, como a liderança, por exemplo, onde cada um tem a sua função e depende do outro para a conquista dos objetivos do grupo.

    Ferreira, Reis e Pereira (1997) apud Feustel (2004) deixam clara a posição de liderança que se refere à qualidade de conduta das pessoas, guiando as suas atividades em esforço organizado. A liderança depende do indivíduo, de seus seguidores e das condições em que ocorre. Estas características de líder pressupõem o entendimento da organização, o corpo humano que a compõem e suas inter-relações de forma a poder estimular ações coordenadas.

    Ou seja, o profissional deve conhecer as problemáticas de liderança e seus componentes de conhecimento, da autoridade, da motivação, da confiança e da incerteza. Deve ser capaz de construir e interagir equipes de trabalho e compreender a dinâmica de grupo.

Fonte


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