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Atletas de competição têm mais riscos de morte por mal súbito






O cardiologista Eloi Marijon, especialista em epidemiologia cardíaca e pesquisador Instituto nacional de Saúde e Pesquisa Médica, de Paris, chefiou um estudo publicado ano passado na Associação Americana do Coração em que mapeou as características entre as vítimas de morte súbita durante prática esportiva na França, tanto entre atletas de alto rendimento, quanto aqueles que se exercitam apenas para manter a saúde. Em entrevista por e-mail ao GLOBO, ele contou sobre as conclusões de seu trabalho e dá dicas sobre como evitar riscos:

O GLOBO: O artigo de sua equipe revelou que a idade de prevalência de morte súbita entre atletas difere entre os profissionais e os que praticam apenas por recreação. Por que a diferença?

Eloi Marijon: Claro, porque os atletas de competição são mais novos. Por definição (para o estudo), os atletas de alto rendimento têm entre 15 e 35 anos. A incidência de morte entre atletas de alto rendimento é entre quatro e cinco vezes maior que nos atletas que não competem. Mas, ainda assim, (o índice para os atletas competitivos) é inferior à incidência na população em geral. O dado enfatiza a verdade de que a prática esportiva, no fim das contas, protege contra a morte súbita cardíaca.

Uma vez que a maioria dos casos de morte súbita tem alguma testemunha, há alguma ação que pode ser tomada para reduzir o risco de morte?

Marijon: Sim, quem estiver do lado deve iniciar imediatamente a ressuscitação cardiopulmonar.

Há sintomas que devem ser levados em conta para não ter um ataque cardíaco durante o exercício?

Marijon: Alguns deles: não pratique exercício se estiver com febre; não fume logo depois, o que favorece um espasmo coronário; e, antes de começar qualquer atividade esportiva, consulte um médico se tiver dor torácica ou desmaios.

Por que mulheres têm um risco tão menor que os homens para morte súbita?

Marijon: O mecanismo preciso para o menor risco de morte súbita em prática de exercícios para mulheres ainda não é conhecido, mas a frequência e a incidência de doenças do coração entre homens e mulheres são diferentes e, sem dúvida, participam para este resultado.

Particularidades climáticas, como malhar sob altas temperaturas, pode aumentar o risco de morte?

Marijon: São as temperaturas mais baixas que estão associadas ao aumento dos sintomas de doenças coronárias. No entanto, não há informação que ligue a morte súbita na prática esportiva às condições do ambiente.


Fonte: O Globo


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