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Exames que todo corredor deveria ter em dia






Você deve saber de cor seus recordes pessoais, ritmo médio por distância e até os batimentos cardíacos por zona de esforço. Mas arriscaria um palpite para o valor da sua pressão sanguínea? E as taxas de glicose no sangue? "Muitos corredores acham que, por serem atletas, não sofrerão problemas de saúde como hipertensão ou diabetes", diz Mark Harrast, médico esportivo da Universidade de Washington e diretor médico da Maratona de Seattle (EUA). Mas não importa o quanto você corra, diz ele, não conseguirá modificar fatores de risco importantes, como seus genes, seu histórico familiar, sua raça ou idade. Outros aspectos do seu estilo de vida também contam, como a forma como você lida com o estresse e seus hábitos alimentares. O melhor jeito de proteger sua saúde a longo prazo é descobrindo os problemas logo no início. Quando começar a planejar suas metas de corrida, peça a seu médico para incluir esses exames no calendário.

Pressão sanguínea

Não existem sintomas iniciais de pressão alta (hipertensão), mas, quanto mais tempo se demora para perceber – e tratar o problema –, maiores os danos ao coração e aos vasos, aumentando as chances de um infarto ou derrame. A prática de corrida mantém a pressão sanguínea controlada, pois os exercícios ajudam a dilatar os vasos e permitem que o sangue circule mais livremente. Mesmo assim, Harrast alerta: você não está imune à hipertensão. Cerca de um em cada cinco brasileiros adultos é hipertenso, embora muitos não saibam disso. A cada ano de idade, o risco aumenta. Suas comidas prediletas também podem ter influência nisso, sendo os principais agravantes o sal, as gorduras saturadas e o álcool em excesso. Alguns remédios também podem aumentar a pressão.

Para Joe Bowman, 48 anos, de Nova York, o estresse e a hereditariedade foram os principais fatores de risco. No início de 2008, apenas alguns meses depois de completar sua primeira maratona, Joe teve que passar a tomar inibidores da ECA para controlar a pressão sanguínea. "Meu médico estava satisfeito com minha dieta e meu nível de atividades. A medicação era minha única opção."

QUANDO FAZER O EXAME - A partir dos 18 anos, a cada dois anos.

OBJETIVO - Pressão sanguínea abaixo de 120/80 mmHg.

Colesterol

Um pouco de colesterol – uma substância grudenta, gordurosa – é necessário para formar membranas celulares saudáveis e proteger as células nervosas do cérebro. Mas tudo que não é usado para executar essas funções vitais pode ser prejudicial.

O chamado "mau" colesterol (LDL) adere às artérias, sabotando o fluxo de sangue para o coração e provocando inflamação. O "bom" colesterol (HDL) absorve e remove o colesterol em excesso. Aumentar o colesterol bom é tão benéfico quanto diminuir o mau, segundo os médicos. Correr é uma ótima maneira de aumentar o HDL. Mas, como as razões exatas por trás do impacto positivo dos esportes não são totalmente compreendidas, e ninguém sabe a "dose" exata de HDL da qual precisamos, até os atletas mais bem condicionados deveriam se cuidar e fazer exames de tempo em tempo. (Após a menopausa, as taxas boas caem e as ruins aumentam.)

QUANDO FAZER O EXAME - A partir dos 20 anos; depois, conforme recomendação médica.

OBJETIVO - Colesterol total abaixo de 200 mg/dl; LDL abaixo de 100 mg/dl; HDL acima de 60 mg/dl.

Hormônio tireoestimulante

Uma glândula tireoide hipoativa ou hiperativa pode dificultar a execução de seus exercícios prediletos. Isso ocorre porque o hormônio da tireoide regula quanta energia chega a todas as células, incluindo as musculares.

Baixos níveis do hormônio TSH (hipotireoidismo) podem fazê-lo sentir-se fraco, enquanto altos níveis de hormônios da tireoide (hipertireoidismo) aceleram os batimentos cardíacos e podem deixá-lo agitado. Ou ainda podem causar problemas graves de peso, sono, depressão, colesterol e fertilidade. Correr é uma forma de auxiliar a tireoide a se manter saudável (embora o treinamento excessivo possa suprimir o TSH), mas a genética é a causa mais provável do desequilíbrio nos níveis desse hormônio.

QUANDO FAZER O EXAME - A partir dos 35 anos, a cada três a cinco anos.

OBJETIVO - Taxa de TSH entre 0,5 e 5,0 mIU/l.

Ferro (ferritina sérica)

O ferro é o ingrediente principal para a produção de hemoglobina, que transporta o oxigênio dos pulmões aos músculos. Se a hemoglobina estiver baixa, seus treinos poderão pagar o preço. (Os corredores já têm tendência a depósitos de ferro mais baixos devido ao maior volume de sangue.)

Mas, no início, não há nenhum sintoma que avise "deficiência de ferro". Os sintomas comuns, como fadiga maior que o normal, falta de energia, dores musculares e nas articulações e queda no desempenho, podem estar ligados a uma série de outros fatores, como gripe ou excesso de treino. Mas, se os depósitos de ferro não voltarem ao estado normal, problemas cardíacos podem ocorrer.

QUANDO FAZER O EXAME - Se houver sintomas; vegetarianos e mulheres devem pedir exames preventivos.

OBJETIVO - Acima de 25 ng/ml.

Açucar no sangue

Gerado pelos carboidratos que você come, o açúcar no sangue (ou glicose) é uma fonte importante de combustível para o organismo. Para usá-lo como energia, seu corpo precisa do hormônio da insulina para transportar o açúcar do sangue para as células. No caso do diabetes tipo 2 (a forma mais comum), ou as células ignoram a insulina ou o organismo não produz o suficiente. A glicose então se acumula, levando a problemas no coração, nos rins, nos olhos, nos nervos e nos vasos sanguíneos.

A corrida reduz as taxas de glicemia, pois os músculos queimam glicose, mas isso não significa que você não precise fazer esse exame, principalmente se tiver histórico familiar de diabetes.

Em seus estágios iniciais, o diabetes geralmente passa despercebido: você pode sentir mais sede e fome que o usual, ficar cansado e irritadiço ou precisar ir mais vezes ao banheiro. Na Brasil, cerca de 10 milhões de brasileiros têm diabetes. Entretanto, detectá-lo no início ajuda muitos atletas diabéticos a desfrutar de corridas e treinamentos com mais segurança.

QUANDO FAZER O EXAME - A partir dos 45 anos (antes em caso de histórico familiar), anualmente.

OBJETIVO - Abaixo de 100 mg/dl.

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