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Academia lúdica oferece atividades para emagrecer brincando








Esqueça os halteres e as máquinas robustas para inflar os bíceps. Delete também as trilhas sonoras que simulam micaretas ou baladas eletrônicas para exorcizar as gorduras em salas de ginástica lotadas. Malabares, colchões enormes, cordas, tecidos e pneus de trator ajudarão a contornar os corpos com adrenalina e animação.

Seu objetivo é perder peso, ficar forte e sarado? Não interessa. Para os professores da academia Vibe Fun, em São Paulo, qualquer resultado no corpo é meramente consequência de saúde e diversão, as únicas coisas que realmente importam no conceito adotado pelo engenheiro François Bonaventure.

Dono de duas academias que reproduzem o modelo quadrado e tradicional de atividade física, o brasileiro com nome europeu resolveu inovar o próprio oficio. Cansado de ouvir as lamentações dos clientes, sempre sedentos por exercícios físicos mais compatíveis com a felicidade, comprou um espaço na Vila Leopoldina, zona oeste da cidade, e quer ganhar dinheiro trocando sedentarismo por diversão.

Respeitável público

Em um amplo galpão, os alunos têm aula de circo, le parkour, treinamento russo, lutas, dança e exercícios funcionais. A grade é adaptada para cada pessoa, que decide, semanalmente, qual a melhor forma de se movimentar com animação.

Foto: Divulgação

Técnica circense permite belos movimentos nos tecidos e cordas

Todas as modalidades trabalham o corpo globalmente, e não têm contraindicação. Em média, são dez alunos por turma, número que varia conforme a modalidade e o quórum das aulas.

Segundo Carlos de Barros Sugawara, professor de técnica circense, usar o picadeiro como fitness melhora a coordenação motora, equilíbrio e força, além de queimar aproximadamente 700 calorias durante o treino de 90 minutos.

"São mais de 300 possibilidades de aprendizado. Impossível ensinar todas. Eu foco a parte de acrobacia de solo e aérea. Serve tanto para hipertrofia, definição quanto perda de peso."

Os exercícios reproduzidos no tecido, na corda lisa, e nas faixas aereas cobram força do abdome e dos braços, postura do tronco e impulsão das pernas. "Não tem como segmentar, todos os músculos são ativados simultaneamente. É uma atividade extremamente completa e lúdica", diz Sugawara

De galho em galho

Os mesmos feitos são conseguidos por quem pretende se aventurar no le parkour. A técnica arrebatou famosos como a atriz Priscila Fantin, e parece, de fato, muito eficaz para movimentar o corpo. Zico Corrêa, um dos primeiros a estudar e reproduzir a modalidade no Brasil, é o responsável por encorajar crianças e adultos a pular muros, escalar paredes, cair sem medo – e com menos impacto – no chão.

O esporte parece exigir o mínimo de consciência corporal e leveza física, porém, é executado também por quem não está no auge da forma física. Segundo o especialista, não há pré-requisitos ou preparo. A ignorância é bem-vinda: o corpo sem vícios é mais fácil de ser moldado.

"O peso não é limitante. Com dedicação e treino também é possível evoluir. A importância de trabalhar com o peso do próprio corpo é um estímulo extra para emagrecer, ajuda bastante."

Força de pedreiro

Nas aulas de treinamento russo, o Kettlebel – espécie de bola de aço fundido, pesada, com uma alça para encaixar as mãos –, é preciso reproduzir os movimentos com o objeto nas mãos. O trabalho cardiovascular é intenso, sem deixar de exigir força muscular. Cordas e pneus de trator também são instrumentos de trabalho na Vibe Fun e garantem fôlego de maratonista, além do tão desejado corpo enxuto.

"São múltiplas as possibilidades de exercícios. Segurar o Kettlebel não é simples, é pesado, não tem o equilíbrio de halteres, exige muito mais", pontua Dulho Neves, educador físico.

Lúdico

Além do cardápio diferenciado de modalidades, nos fundos da casa, duas grandes árvores suportam o elástico usado para a prática de slackline, uma fita esticada - no melhor conceito de corda-bamba - que testa a coordenação com caminhadas e manobras. A modalide não tem contraindicação, mas exige um equilibrio hercúleo para percorrer a fita sem se estatelar no chão gramado.

Uma espaçosa sala equipada com vídeo-games interativos também prova que a tecnologia, com algum esforço, caminha contra a obesidade. Todos os jogos exigem movimentação, coordenação e muito suor. Para relaxar, trampolim e cama elástica também estão disponíveis no espaço, sempre ocupado pela presença de um educador físico.

"A ideia é oferecer bem-estar, qualidade de vida e saúde. Queremos que nossos alunos gastem muito tempo no espaço, como um parque de diversão", conclui Bonaventure.

Fonte: Minha Vida - IG

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