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Treinador: profissão pressão







reparar e comandar treinos, estudar adversários, encarar viagens curtas ou longas, preocupar-se com dez, 20, 30 marmanjos ou marmanjas, sofrer durante os jogos de sua área limitada sem poder fazer muita coisa, dormir pouco, curtir a família menos ainda. Essa é a rotina estafante do treinador. Seja de futebol, basquete ou vôlei, o estresse é o mesmo, causado principalmente pela pressão que envolve a necessidade de resultados positivos. O AVCh (Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico) que acometeu domingo o técnico do Vasco Ricardo Gomes, levantou questão importante: a necessidade dos cuidados preventivos e da atividade física também para os comandantes.

Na opinião do médico do São Bernardo FC, Rui de Oliveira, tal medida é ideal para evitar problemas. "Os treinadores têm que prezar pela saúde, porque passam muito nervoso. Pelo menos duas vezes por ano precisam fazer exames de coração, sangue, neurológico... Por exemplo: dois técnicos, que não posso dizer o nome, tiveram câncer de próstata nos últimos anos pois nunca haviam feito exame de toque. Que o caso do Ricardo Gomes sirva de lição e que os treinadores façam exames e atividade física", indicou.

No Grande ABC, os técnicos estão bem de saúde. Ou pelo menos foi o que disseram. Rotta, do Santo André, Luís Carlos Martins, do São Bernardo FC, Júlio César Passarelli, do EC São Bernardo, Laís Elena, do basquete feminino andreense e Rubinho, do vôlei masculino são-bernardense e da Seleção Brasileira, admitem o quanto faz mal a pressão sofrida no cargo.

"É o que escolhemos como profissão e temos que encarar. Gosto do que faço, é prazeroso, mas ao mesmo tempo muito exigente e pesado", diz Rubinho. "É desgastante, principalmente durante os 90 minutos do jogo", completa Luís Carlos Martins.

Na cultura do futebol brasileiro, técnicos estão sempre com a corda no pescoço, sob obrigação de vencer sempre. Duas ou três derrotas geram crise e já se pensa em substituição, fator mais prejudicial, na visão de Passarelli. "Infelizmente, torcedores e comentaristas esportivos interferem diretamente nisso, além de toda a pressão interna. Cabe a nós uma responsabilidade extrema", afirma. "O treinador do Arsenal, por exemplo (perdeu de 8 a 2 do Manchester United, domingo) não trabalharia mais no Brasil. Nossa responsabilidade judia muito da questão psicológica, gera estresse enorme", comenta Rotta.

E não é porque Laís Elena está no basquete que tem menos cobrança. "Acho que é pior. Quando a 30 segundos do fim você está ganhando por um ponto e vê o adversário indo ao ataque, acelera batimento cardíaco e tudo mais. É um esporte mais competitivo", defende.

Dos livros à pesca: as diferentes formas de relaxamento

Os métodos adotados pelos treinadores do Grande ABC para sair da pressão do dia a dia são variados. Rubinho, do vôlei, prefere correr. Rotta, do Ramalhão, caminhar e ler - mesmo que sobre futebol. Passarelli, do Cachorrão, não dispensa cinema. Luís Carlos Martins, do Tigre, adota a televisão. Já Laís Elena, do basquete, gosta é de pescar. "Para mim funciona como terapia. Me sinto bem e volto revigorada", revela ela.

Rubinho e Passarelli dizem já ter sentido na pele (ou no organismo, no caso) as consequências do excesso de pressão e trabalho. "Cinco anos atrás eu ficava na loucura de não dar tempo para outras coisas e me fazia mal fisicamente. É importante se desligar em algum momento", conta o comandante do vôlei são-bernardense e nacional.

 "No ano passado, quando disputava vaga para a segunda fase do Paulista Sub-20 pelo São Bernardo FC, precisávamos do empate. Aos 44 minutos do segundo tempo, passei mal, tive dores estomacais por causa de todo aquele nervoso", lembra o comandante do EC São Bernardo.


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