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Técnicas de alongamento








As principais técnicas de desenvolvimento desta capacidade abordadas na literatura (Alter,1996; Barbanti,1996; Blair et al.,1994; Moore & Hutton,1980; Magnusson et al.,1996; Osternig et al., 1990; Sharkey,1998; Sullivan et al.,1992; Esnault et al.,1986; Knott & Voss,1968; Hamill,1995) são:

Alongamento ativo - É estabelecido pela atividade muscular do próprio indivíduo envolvido na ação, sem ajuda externa (figura 1a).

Alongamento passivo - Não ocorre contribuição ou contração ativa do sujeito submetido à ação, ou seja, o alongamento é totalmente promovido por forças externas, através do auxílio de um parceiro ou de um equipamento mecânico (figura 1b).

Facilitação neuromuscular propioceptiva (FNP) - Consiste basicamente de um processo seqüencial, iniciado por um alongamento passivo estático, seguido de uma contração isométrica de seis a dez segundos do músculo que é mantido alongado, e imediatamente após, aplica-se outro alongamento assistido de maior amplitude que o primeiro. Abrange também outras variações, associando, alternadamente, contrações excêntricas, concêntricas e isométricas, durante a estimulação de músculos agonistas e antagonistas. Segundo os autores citados no parágrafo anterior, tal técnica é baseada em importantes mecanismos neurofisiológicos, que incluem facilitação e inibição, resistência, irradiação, indução e reflexos. Knott & Voss (1968) concebem-na como um método que “promove ou ativa os mecanismos neuromusculares através da estimulação dos proprioceptores” (figura 1c).

figura 1. As técnicas de alongamento: a) Ativo; b) Passivo; c) FNP (modificado de Enoka,1994 e Alter,1996)


Em relação as técnicas descritas, é prudente e necessário afirmar que, todas elas geram algum tipo de estimulação nos proprioceptores. Etnyre & Abraham (1986) confirmam tal argumento, ao revelarem que as influências neurais homônimas (relativas ao próprio músculo) e recíprocas (relativas ao músculo antagonista), de receptores fusais e tendíneos, são habitualmente identificadas em todos os métodos de alongamento conhecidos. Em nosso ponto-de-vista, parece que a FNP é a que mais potencializa estas ações reflexas, devido as formas combinadas de solicitação funcional, supostamente mais adequadas.

Fox & Mathews (1991), Manno & Nicolini (1987), Blair et al (1994) comentam que no alongamento estático, ocorre maior possibilidade de aumento do número de sarcômeros em série, conseqüentemente, do comprimento muscular, devido ao maior tempo de exposição às tensões geradas no grau específico do estiramento, que se mantêm constante. Os mesmos autores preconizam também que, no alongamento balístico, a forma abrupta de solicitação muscular provocada pela estiramento dinâmico, ativa mais intensamente os fusos e, minimamente, os orgãos tendinosos. Com isso, estimula-se a contração dos músculos alongados, o que acarreta maior resistência na extensibilidade e provável aumento na dor durante o estímulo.Fonte

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